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Rehn, do BCE, vê inflação sob controle e defende dívida conjunta

ResumoOlli Rehn, membro do Banco Central Europeu, afirmou que a inflação de segunda ordem na zona do euro permanece sob controle, sem sinais claros de pressões persistentes. O dirigente defendeu a emissão de dívida conjunta entre os países do bloco para financiar o reforço da defesa regional.

Olli Rehn, do Banco Central Europeu, disse nesta quinta-feira que não há sinais claros de inflação de segunda ordem na zona do euro e defendeu dívida emitida em conjunto para reforçar a defesa da região.

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Rehn, do BCE, vê inflação sob controle e defende dívida conjunta
Foto: Viva Capital · Rehn, do BCE, vê inflação sob controle e defende dívida conjunta · 17 set 2026

Olli Rehn, membro do Banco Central Europeu (BCE), afirmou nesta quinta-feira que não há sinais claros de efeitos de segunda ordem da inflação na zona do euro e defendeu o uso de dívida emitida em conjunto para fortalecer as capacidades de defesa da região.

Em discurso durante um evento em Londres, Rehn disse que não está evidente no mercado de trabalho da zona do euro o mesmo aperto observado em 2022, após a invasão da Ucrânia e a crise pós-Covid. O banco central, segundo ele, acompanha esse e outros dados de perto.

Ele também afirmou que o BCE monitora o cenário político na Europa antes das eleições em países como a França no próximo ano. Rehn ressaltou que a instituição dispõe de um conjunto de instrumentos viáveis para garantir a transmissão suave da política monetária.

O que Rehn disse sobre a inflação de segunda ordem

O conceito de efeito de segunda ordem descreve o momento em que a alta de preços deixa de ser um choque pontual e se espalha para salários, serviços e expectativas. Quando isso acontece, a inflação se torna mais resistente e obriga o banco central a manter juros altos por mais tempo.

Segundo Rehn, esse quadro não está claro na zona do euro neste momento. O paralelo que ele faz é com 2022, quando a invasão da Ucrânia e a crise pós-Covid pressionaram o mercado de trabalho da região. Hoje, essa pressão não se repete da mesma forma, embora o BCE siga acompanhando os dados.

Para quem investe ou acompanha juros, a leitura prática é direta: se não há sinal claro de contaminação, o espaço para alívio monetário aumenta. Se a contaminação aparecer, o caminho se inverte.

Dívida conjunta e defesa: o que muda

Rehn defendeu o uso de dívida emitida em conjunto para fortalecer as capacidades de defesa da região. A proposta trata da emissão de títulos por vários países europeus, e não por cada governo isoladamente.

Ele também citou o cenário político antes das eleições em países como a França no próximo ano. Nesse contexto, disse que o BCE dispõe de instrumentos viáveis para garantir a transmissão suave da política monetária.

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Aqui, o IBGE registrou variação de -0,32 no IPCA de agosto de 2026, depois de 0,07 em julho e 0,16 em junho. No acumulado do primeiro semestre, o indicador saiu de 0,67 em abril para 0,58 em maio.

O sinal do BCE interessa ao investidor brasileiro porque juros mais altos na Europa tendem a atrair capital para lá e pressionar o câmbio por aqui. Juros em queda fazem o caminho oposto. É esse vaivém que chega ao seu bolso via dólar, importados e renda fixa.

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“Olli Rehn, do Banco Central Europeu, disse nesta quinta-feira que não há sinais claros de inflação de segunda ordem na zona do euro e defendeu dívida emitida em conjunto para reforçar a defesa da regi…”
Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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