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Crise do STF tem efeito limitado sobre voto, diz levantamento

ResumoA crise do STF tem efeito limitado sobre o voto, segundo levantamento da Palver: apenas 1% a 6% das mensagens nas redes sociais sobre o tema mencionam voto ou disputa presidencial. Pesquisa Quaest reforça o cenário, com 67% dos entrevistados afirmando que a crise não influencia o voto.

Monitoramento da Palver aponta que apenas 1% a 6% das mensagens sobre a crise do STF nas redes sociais mencionam voto ou disputa presidencial. Pesquisa Quaest reforça o cenário: 67% dizem que a crise não influencia o voto.

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Crise do STF tem efeito limitado sobre voto, diz levantamento
Foto: Viva Capital · Crise do STF tem efeito limitado sobre voto, diz levantamento · 16 set 2026

Um levantamento da Palver, empresa de inteligência e análise do ambiente digital, aponta que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) tem conexão reduzida com a disputa eleitoral nas redes sociais. Apenas de 1% a 6% das mensagens sobre a crise mencionam voto ou disputa presidencial, conforme a plataforma analisada.

O monitoramento cobriu Instagram, X, Facebook, TikTok e YouTube, além das redes de mensageria WhatsApp e Telegram, entre 8 e 16 de setembro. O relatório foi divulgado nesta quarta-feira (16).

Entre os usuários que citam voto ou disputa eleitoral na conversa sobre a crise, a maioria, de 37% a 75% conforme a rede, reforça a escolha já tomada. A parcela que declara reavaliar o voto fica entre 8% e 19%, também variando por plataforma.

"A crise ocupa espaço amplo na conversa e se conecta pouco à decisão eleitoral. O padrão predominante é de confirmação de posição prévia, com conversão declarada residual no período medido", avalia a Palver.

Quaest reforça leitura de baixo impacto eleitoral

O levantamento corrobora pesquisas de intenção de voto que apontam baixa relação entre a crise do STF e a decisão presidencial. Pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostrou que sete em cada dez brasileiros (67%) afirmam que a crise no STF não influencia o voto para presidente. Outros 22% dizem que a turbulência institucional reforça a escolha atual, e 7% afirmam que poderiam trocar de candidato.

A próxima rodada dos institutos de pesquisa deve incorporar a percepção dos eleitores após a sessão do plenário do STF da terça-feira, que discutia a abertura de inquérito para apurar a conduta do ministro Alexandre de Moraes.

Desgaste recai sobre a Corte, não sobre um nome

O relatório observou que a sessão de terça produziu "circulação intensa" nas redes sociais. Entre os usuários que responsabilizam alguém pela crise, de 62% a 68%, conforme a rede, atribuem o episódio a Moraes. Na sequência aparece o ministro André Mendonça, com 31% a 42% das citações entre os responsáveis.

"Moraes concentra a maior fatia de menções de desgaste e uma das menores de defesa. Fachin é o mais poupado, e Flávio Bolsonaro o mais defendido do conjunto", pontua a Palver.

As críticas ao STF como instituição aparecem em 42% a 55% de atribuição de desgaste, acima de qualquer ministro individualmente, exceto Moraes. "O custo de imagem não está concentrado em um indivíduo que possa ser afastado, substituído ou absolvido. Ele recai sobre o tribunal, e nenhum desfecho da disputa entre ministros o resolve de forma automática", avalia a empresa.

O levantamento identificou ainda que, depois do início do julgamento, a atribuição de desgaste a Moraes recuou e as manifestações em defesa dele subiram. Mendonça seguiu o caminho inverso, com alta de desgaste e queda acentuada de defesa em todas as redes analisadas. As manifestações de defesa ao ministro Edson Fachin também caíram ao longo da terça-feira.

Sobre o caso do Banco Master, o debate nas redes atinge os dois campos. "O desgaste recai sobre a família Bolsonaro e sobre o STF como instituição. Lula e o PT aparecem em patamar inferior, e Banco Central, Senado e Câmara registram atribuição residual", mostra o levantamento.

O vínculo do caso Master com a família Bolsonaro decorre do financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro, Dark Horse, pelo banqueiro Daniel Vorcaro, com intermediação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A atribuição a Lula decorre da associação entre Moraes e o campo governista, segundo o monitoramento.

“Monitoramento da Palver aponta que apenas 1% a 6% das mensagens sobre a crise do STF nas redes sociais mencionam voto ou disputa presidencial. Pesquisa Quaest reforça o cenário: 67% dizem que a crise…”
Larissa Monteiro · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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