O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, decidido pelo ministro André Mendonça, do STF, sob acusação de monitoramento ilegal, gerou forte reação nas redes sociais na terça-feira (8). Levantamento da Palver, empresa de inteligência digital, aponta que 73% das menções em Instagram, X e Facebook discordaram da medida, contra 27% que a apoiaram.
A decisão, porém, foi revertida na quarta-feira (9) pelo ministro Flávio Dino. A Palver avalia que "a ampla maioria da conversa digital rejeita o afastamento de Andrei Rodrigues", indicando que a insatisfação não é fenômeno isolado de uma bolha específica, mas predominante nos ambientes monitorados.
O debate alcançou cerca de 1,1 mil menções a cada 100 mil mensagens na mensageria e 4,3 mil a cada 100 mil nas redes sociais, volume considerado "muito alto" pela empresa. Entre as narrativas, a de maior peso, com 14% da amostra, vê a medida como abuso de poder de Mendonça para proteger aliados de Flávio Bolsonaro (PL) na investigação do caso Master e perseguir seletivamente figuras ligadas ao governo Lula. Uma narrativa favorável a Mendonça teve 9%, enquadrando-o como agente de justiça contra o "sistema". Já a narrativa de crise institucional entre Moraes e Mendonça somou 11%, com mensagens descrevendo confronto público inédito dentro do STF.
Para quem acompanha o noticiário político, o episódio escancara como decisões individuais de ministros geram ondas de reação imediata. A reversão por Dino, menos de 24 horas depois, mostra que o desfecho ainda depende dos próximos passos no tribunal.