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Receita adia cronograma de destaque de impostos da reforma tributária

ResumoA Receita Federal e o CGIBS adiaram o cronograma de destaque dos tributos da reforma tributária, com prazos escalonados para a obrigatoriedade. A nova regra estabelece datas distintas para setores e portes de empresas, substituindo o calendário original. A medida visa adaptar a implementação do IBS e da CBS à realidade operacional dos contribuintes.

A Receita Federal e o CGIBS anunciaram um novo cronograma para a obrigatoriedade do destaque dos tributos da reforma tributária, com prazos escalonados. Entenda as mudanças.

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Receita adia cronograma de destaque de impostos da reforma tributária
Foto: Viva Capital · Receita adia cronograma de destaque de impostos da reforma tributária · 31 jul 2026

Receita adia cronograma de destaque de impostos da reforma tributária

A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) divulgaram nesta sexta-feira (31) um novo cronograma para a obrigatoriedade do destaque dos tributos da reforma tributária nos documentos fiscais eletrônicos. A principal mudança é o escalonamento dos prazos de implementação, que antes estavam concentrados na próxima segunda-feira (3).

Os dois órgãos publicaram ato conjunto no Diário Oficial da União. A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) continuam com início obrigatório na próxima segunda, mas outros documentos terão a exigência adiada para outubro, dezembro deste ano e janeiro de 2027.

Segundo os órgãos responsáveis, o objetivo é permitir uma implantação gradual do novo sistema, dando mais tempo para empresas e desenvolvedores adaptarem seus sistemas fiscais. Inicialmente, todos os documentos fiscais eletrônicos deveriam exigir o destaque da Contribuição de Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributos criados pela reforma tributária, a partir de 3 de agosto.

Com o novo ato conjunto publicado pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS, a implementação será feita em etapas. Cada tipo de documento terá um prazo diferente para começar a informar os novos tributos. Entram em vigor os eventos mensais da DeRE, incluindo:

  • Destaque do IBS e da CBS nos documentos fiscais: parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo.
  • Os tributos, que começaram a ser cobrados em 1º de janeiro de 2026, terão sua obrigatoriedade de informação nas notas fiscais sendo implantada de forma gradual, para permitir a adaptação dos sistemas utilizados pelas empresas.
  • Em 2026, os tributos continuarão aparecendo apenas em caráter de teste, com uma alíquota-teste de 0,9% para a CBS e de 0,1% para o IBS. Esses percentuais são deduzidos dos tributos atuais.

As alíquotas-teste servem para validar o funcionamento dos sistemas eletrônicos e preparar empresas e administrações tributárias para a transição ao novo modelo. Nesta semana, a Receita Federal havia informado que publicaria um novo cronograma após identificar a necessidade de ampliar o prazo de adaptação para alguns documentos fiscais.

Os órgãos responsáveis anunciaram que os leiautes técnicos dos documentos ainda pendentes deverão ser divulgados, sempre que possível, com antecedência mínima de 60 dias antes do início da obrigatoriedade. A mudança atende também a dificuldades apontadas por empresas e desenvolvedores na implementação dos novos campos exigidos pela reforma tributária.

O adiamento ocorre em meio a dificuldades de adaptação identificadas pela Receita Federal. Um levantamento do Fisco mostrou que, de 28 de junho a 29 de julho, 21% dos documentos fiscais emitidos por empresas não optantes do Simples Nacional foram transmitidos sem o preenchimento dos campos destinados à CBS. Esse dado reforçou a necessidade de escalonar a implementação para reduzir riscos de falhas operacionais e permitir que contribuintes e fornecedores de sistemas concluam as adaptações exigidas pela reforma tributária.

“A Receita Federal e o CGIBS anunciaram um novo cronograma para a obrigatoriedade do destaque dos tributos da reforma tributária, com prazos escalonados. Entenda as mudanças.”
Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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