A Raízen (RAIZ4), junto com sua controlada Raízen Energia, comunicou na noite de terça-feira (1) a conclusão da venda da Usina Caarapó, localizada em Caarapó (MS), para a Adecoagro Vale do Ivinhema. A operação inclui a cessão da cana-de-açúcar própria da unidade e dos contratos com fornecedores vinculados à usina.
O fechamento do negócio ocorreu após o cumprimento de todas as condições precedentes, como a obtenção das aprovações regulatórias necessárias e os ajustes de preço usuais para transações dessa natureza.
Segundo a companhia, a venda está alinhada à sua estratégia de otimização do portfólio de ativos, busca de simplificação operacional e captura de eficiências, com o objetivo de aprimorar a rentabilidade do portfólio agroindustrial. Essa transação ocorre em sequência a outras movimentações recentes da Raízen para reestruturar sua base de negócios, focando em ativos prioritários e na melhoria da eficiência operacional, em meio a um contexto de recuperação extrajudicial da empresa.
Também na terça-feira, a Raízen informou ao mercado que sua subsidiária Raízen Energia concluiu a venda de suas operações na Argentina para a Latam Downstream Holdings e Silver Projects I S.A.U., sociedades detidas pela Mercuria Energy. O valor econômico total da transação é de US$ 1,42 bilhão, incluindo pagamento de uma parcela em caixa e a assunção pelo comprador do endividamento da Raízen Argentina S.A.U.
O fechamento da operação ocorreu após o cumprimento de todas as condições precedentes, como a obtenção das aprovações regulatórias necessárias. "O preço está sujeito aos ajustes pós-fechamento usuais em operações similares, a serem apurados com base nas demonstrações financeiras de fechamento, sendo que o valor líquido efetivamente recebido pela companhia será determinado após a conclusão de tais ajustes", diz o fato relevante.
Para quem acompanha o setor, o movimento mostra uma gestora concentrando esforços no que considera prioritário. A venda da usina em MS e a saída da Argentina reduzem a exposição da Raízen a ativos que não estão no núcleo do negócio, o que pode dar mais fôlego financeiro no curto prazo. A próxima ação prática para o pequeno empreendedor é observar como a companhia usa o caixa das vendas para reduzir dívidas e investir nas operações que restam. recuperação extrajudicial de empresas