# Canetas para emagrecer: mercado salta de R$ 10 bi a R$ 50 bi

> Canetas para emagrecer, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy, movimentaram R$ 10 bilhões no mercado brasileiro entre 2021 e 2025, segundo analistas. A projeção indica salto para até R$ 50 bilhões em 2030, impulsionado pela migração dos medicamentos do consultório para as farmácias.

*Viva Capital · Economia · 10 de setembro de 2026 · Adriana Buarque*

As canetas emagrecedoras saíram do consultório e viraram motor de caixa das farmácias. Entre 2021 e 2025, o mercado movimentou R$ 10 bilhões, com Ozempic, Mounjaro e Wegovy puxando a fila. Analistas veem até R$ 50 bi em 2030.

O uso de remédios para emagrecer deixou de ser conversa de consultório e virou o principal catalisador financeiro do varejo farmacêutico brasileiro nos últimos anos.

Entre 2021 e 2025, o mercado das chamadas canetas emagrecedoras movimentou R$ 10 bilhões no país. Marcas como Ozempic, Mounjaro e Wegovy lideram isoladas essa dinâmica. São medicamentos injetáveis da classe dos análogos de GLP-1, que deixaram de ser item de nicho para se tornar pilar de crescimento das redes de farmácias.

## O que os balanços das varejistas já mostram

O impacto aparece nos resultados trimestrais reportados pelas varejistas farmacêuticas. Dados divulgados por grandes redes listadas na bolsa brasileira, a exemplo de RD Saúde (Droga Raia e Drogasil) e Pague Menos, apontam que a classe GLP-1 já representa entre 9% e 12% da receita total dessas companhias.

Analistas de mercado acompanham de perto essa tese e estimam que a categoria continuará ganhando espaço até atingir 20% das vendas totais dessas redes até 2030.

Do ponto de vista de quem olha o fluxo de caixa, essa é a parte que importa. Não é só venda que cresce: é venda recorrente, com recompra previsível, o que muda a qualidade do caixa da operação. Quem já geriu uma farmácia sabe que medicamento de uso contínuo sustenta a margem de um jeito que venda sazonal nunca sustenta.

## De R$ 10 bi a R$ 50 bi: o que projeta o mercado

Os números atuais revelam apenas a primeira etapa de uma transformação estrutural que está longe do fim. No curto e médio prazo, a expectativa é que o mercado brasileiro de canetas emagrecedoras alcance R$ 20 bilhões anuais, impulsionado por novas marcas e opções de tratamento.

O teto projetado para 2030 é mais agressivo. Com a futura chegada e popularização das versões genéricas, após a queda das patentes, somada à expansão do tratamento para as classes B e C, relatórios do Itaú BBA e estudos da consultoria PwC indicam que o mercado formal de canetas emagrecedoras pode atingir até R$ 50 bilhões até 2030 no Brasil.

A leitura que faço como quem acompanha pequenos negócios é simples: quando um produto deixa de ser exceção e entra na rotina de consumo, ele deixa de ser aposta e passa a ser infraestrutura de receita. Foi assim com genérico, foi assim com dermocosmético, e agora é com GLP-1.

Para o empreendedor de bairro, o recado prático é separar o que é moda do que é fluxo. Se a categoria seguir a projeção, o espaço na prateleira e no capital de giro precisa ser revisto agora, não em 2030. como separar contas PJ e PF no pequeno negócio

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/r-10-bi-r-50-bi-mercado-canetas-emagrecer-engorda-bolso-varejistas-farmaceuticas/
