# PT é leniente com crime e berço do escândalo do Banco Master, diz Gaspar

> O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, afirmou que o PT é leniente com o crime organizado e que o escândalo do Banco Master teve origem no governo do partido na Bahia. A declaração atribui ao PT responsabilidade por práticas criminosas e irregularidades financeiras no estado.

*Viva Capital · Economia · 31 de agosto de 2026 · Thiago Vasques*

Candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou que PT é leniente com crime organizado e que escândalo do Banco Master nasceu no governo do partido na Bahia.

O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), afirmou nesta segunda-feira (31) que o PT é "leniente com o crime organizado" e que o escândalo do Banco Master nasceu no governo do partido adversário na Bahia. A declaração foi dada durante o Macro Day 2026, do BTG Pactual, em um discurso que tentou destacar a prioridade à segurança pública na campanha do PL e tirar o foco da relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro no financiamento de "Dark Horse".

Segundo Gaspar, se eleito, o próximo governo vai ampliar de 0,4% para 1% do PIB o investimento em segurança pública e destinar R$ 40 bilhões para a construção de cadeias. Ele também afirmou que o eventual governo de Flávio Bolsonaro acabará com facções criminosas e citou Bahia e Ceará, estados governados pelo PT, como os com a maior criminalidade no País, sem apresentar números.

"O PT é leniente com o crime, não tem expertise para lidar com o crime organizado. Bandido terá que se entregar e bandido que quiser enfrentar a polícia vai morrer. Não vamos admitir mais o crime organizado mandando", afirmou.

Indagado sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e o recebimento de recursos milionários do Banco Master para o financiamento de Dark Horse, Gaspar repetiu o discurso do candidato a presidente de que foi dinheiro privado para um filme. Em seguida, afirmou que o escândalo do Banco Master "nasceu no PT da Bahia" e que "Flávio não tem surpresas a aparecer" na campanha. Do outro lado, segundo Gaspar, o atual governo colocou "muita coisa debaixo do tapete que infelizmente coloca o atual presidente (Lula) sem condições de seguir no comando da República".

Gaspar, escolhido de última hora para ser candidato a vice da chapa pura do PL, afirmou que Flávio Bolsonaro já tinha decidido que o nome seria o de uma mulher, primeiro a senadora Teresa Cristina (PP-MS) e, depois, a da ex-presidente da Caixa Daniella Marques, filiada ao Republicanos. No entanto, as escolhas foram vetadas "por pressões externas" e pelos "partidos do Centrão" aos quais elas estão filiadas.

"O PL também tinha mulheres competentes, mas cada qual com seus projetos políticos. Não sei em que vou agregar. Sou homem simples, venho de estado pequeno e dediquei a vida toda a combater corrupção. Sou brasileiro honesto, primeiro mandato, em meio a uma política desacreditada", disse. "Talvez não traga votos, mas não trarei desonra, deslealdade ou algo que possa desabonar o Flávio", completou.

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