# Pronunciamento de Moraes deve sair na segunda, véspera de sessão do STF

> Alexandre de Moraes deve se pronunciar na segunda-feira, 14 de abril, véspera da sessão do STF convocada por Edson Fachin para decidir se o ministro será investigado no caso dos diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro. O pronunciamento antecede julgamento sobre possível abertura de inquérito contra Moraes.

*Viva Capital · Economia · 10 de setembro de 2026 · Henrique Salomão*

O ministro Alexandre de Moraes deve se pronunciar na próxima segunda-feira (14), véspera da sessão do STF convocada por Edson Fachin para decidir se ele será investigado no caso dos diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deve fazer na próxima segunda-feira (14) um pronunciamento sobre sua situação atual na Corte. O foco principal é o inquérito das fake news, cuja relatoria foi assumida nesta quarta-feira (9) pelo presidente do Tribunal, Edson Fachin. A informação é do que ele tem dito a interlocutores, depois de suspender a fala que havia prometido para esta quinta-feira (10).

A decisão de adiar não significa desistência. O pronunciamento deve ocorrer na véspera da sessão plenária marcada por Fachin para terça-feira (15). Como estava previsto para quinta, Moraes não concederá entrevista coletiva à imprensa. Fará apenas um pronunciamento, formato em que a autoridade transmite sua mensagem e não responde a perguntas de jornalistas.

Segundo pessoas próximas ao ministro, Moraes avaliou que o timing não seria bom porque a Polícia Federal cumpria na manhã desta quinta mandados de busca para investigar a destinação de emendas parlamentares ao financiamento do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ministro tinha interesse em se pronunciar antes da próxima sessão plenária, inicialmente prevista para esta quinta, mas cancelada justamente por causa da sessão convocada para terça. Na ocasião, os ministros vão analisar os diálogos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, revelados pelo Estadão, e decidir se o ministro deve ser investigado.

Antes de afastar Moraes da relatoria do inquérito das fake news, Fachin conversou com ele e com os demais ministros ao longo do dia na última quarta-feira. Nos bastidores, ministros têm dito que consideram que a saída encontrada pelo presidente da Corte não resolve todo o problema, mas já provoca ganhos institucionais.

O inquérito das fake news está aberto há sete anos. Moraes havia sido designado relator do caso pelo então presidente do Tribunal, Dias Toffoli, por meio de uma portaria editada em 2019. O inquérito foi aberto de ofício por Toffoli para investigar ataques à Corte e seus ministros.

Para tirar Moraes do caso, Fachin revogou a portaria de Toffoli e decidiu que inquéritos e investigações em andamento retornam à relatoria da presidência. As ações penais, com denúncias já aceitas pelo Tribunal, permanecem sob a condução de Moraes.

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