A produção de petróleo do Brasil bateu recorde pelo segundo mês consecutivo em julho, somando 4,498 milhões de barris por dia (bpd), informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta terça-feira. O número representa alta de 13,6% na comparação anual e de 0,5% ante junho, quando o país havia registrado 4,475 milhões de bpd.
O resultado foi puxado pelos grandes campos do pré-sal, especialmente Búzios e Mero, na Bacia de Santos. A produção do pré-sal alcançou 3,728 milhões de bpd em julho, avanço de 0,8% ante junho e de 18,4% sobre um ano antes, respondendo por mais de 80% da produção brasileira da commodity. Os megacampos de Búzios, Mero e Tupi seguem como os maiores produtores do país.
Já a produção de gás natural atingiu 214,97 milhões de metros cúbicos em julho, crescimento de 12,6% na comparação anual, mas queda de 1,1% ante o mês anterior. No total, a produção brasileira de petróleo e gás somou 5,851 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), nova máxima histórica, ligeiramente acima dos 5,842 milhões de boe/d de junho e 13,4% maior que em julho de 2025.
Entre os campos, Búzios manteve a liderança com cerca de 1,11 milhão de bpd, seguido por Tupi (797 mil bpd) e Mero (763,89 mil bpd). A Petrobras respondeu por 5,11 milhões de boe/d de produção operada, participando de 87,3% da produção nacional de petróleo e gás, direta ou indiretamente. Na parcela de petróleo atribuída aos consorciados, a Petrobras produziu 2,63 milhões de bpd, alta de 8,8% ante o mesmo mês de 2025. A Shell manteve-se como segunda maior produtora entre os consorciados, com 394,9 mil bpd, com participações relevantes em Mero e Tupi.
Para quem acompanha o setor, o recorde reflete a maturação dos campos do pré-sal, que continuam a sustentar a produção nacional. A reinjeção de gás nos reservatórios permaneceu elevada, somando 124,3 milhões de m³/d, cerca de 58% do total produzido. Do gás produzido, 66,1 milhões de m³/d foram disponibilizados ao mercado, alta frente aos 63,8 milhões de m³/d de um ano antes.
A trajetória indica que a produção deve seguir em alta nos próximos meses, impulsionada pelos megacampos da Bacia de Santos. Quem investe em ações do setor ou acompanha a economia pode observar os desdobramentos nos preços da commodity e nos resultados das companhias envolvidas. investimentos em petróleo pré-sal e produção nacional