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Produção industrial no Brasil cai 1,8% em junho, diz IBGE

ResumoA produção industrial no Brasil registrou queda de 1,8% em junho, conforme dados do IBGE. O resultado superou negativamente a expectativa de analistas, com retração puxada pelos setores de coque, derivados de petróleo e farmoquímicos. O desempenho industrial sinaliza pressão sobre a atividade econômica e influencia as decisões de política monetária do Banco Central.

A produção industrial no Brasil caiu 1,8% em junho, segundo o IBGE, resultado bem pior que a expectativa de analistas. Setores de coque, derivados de petróleo e farmoquímicos puxaram a retração. Entenda o cenário e o que esperar da política monetária.

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Flávio Bolsonaro nega troca de Gaspar e chama acusações de f
Foto: Viva Capital · Flávio Bolsonaro nega troca de Gaspar e chama acusações de f · 04 ago 2026

Produção industrial no Brasil cai 1,8% em junho, frustrando expectativas

A indústria brasileira registrou em junho uma retração bem maior do que o esperado, encerrando o segundo trimestre com o segundo mês consecutivo de perdas. Os dados divulgados nesta terça-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção caiu 1,8% em relação a maio. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 1,7%.

Os números ficaram bem aquém das expectativas. Pesquisa da Reuters com analistas previa retração de 0,8% no mês e alta de 3,0% na base anual. Ou seja, o resultado veio mais que o dobro do pior cenário projetado para o mês.

O que puxou a queda em junho

A principal influência negativa veio da produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com recuo de 5,9%. Esse grupo marcou o segundo mês seguido de queda, acumulando perda de 11,8% no período.

Também pesaram negativamente:

  • Produtos químicos: -4,3%
  • Produtos alimentícios: -1,9%
  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: -11,0%
  • Confecção de artigos do vestuário e acessórios: -11,0%
  • Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: -8,9%

Entre as grandes categorias econômicas, a produção de bens de consumo semi e não duráveis caiu 4,1% em junho sobre maio. Já a de bens de consumo duráveis recuou 3,2%. Os setores produtores de bens de capital e de bens intermediários tiveram quedas de 1,1% cada.

O contexto do ano: resiliência no início, agora desaceleração

A indústria começou o ano com resultados positivos, mostrando resiliência, principalmente por causa dos bons desempenhos da indústria extrativa e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. Mas esse fôlego inicial parece ter se esgotado.

Analistas avaliam que o setor agora pode mostrar desaceleração sob os impactos da política monetária restritiva. A taxa Selic está em patamar elevado, atualmente em 14,25%. O Banco Central anuncia na quarta-feira sua decisão de política monetária, com expectativas de corte de 0,25 ponto percentual nos juros.

Eu, como especialista em tributos, vejo esse movimento com atenção. Quando a Selic está alta, o custo de crédito sobe e o consumo recua, o que tende a pressionar a produção industrial. Para quem declara Imposto de Renda e tem investimentos atrelados à Selic, como Tesouro Selic ou CDBs, o cenário de juros ainda elevados pode manter os rendimentos interessantes por mais um ciclo. Mas é preciso atenção à tributação: os rendimentos de aplicações de renda fixa são tributados pela tabela regressiva do IR, que começa em 22,5% e cai para 15% após dois anos. como declarar rendimentos de renda fixa no IR

O que esperar do segundo semestre

A combinação de juros altos e a desaceleração de setores que puxaram o crescimento no início do ano sugere um segundo semestre mais desafiador para a indústria. A decisão do Banco Central na quarta-feira será um sinal importante. Se o corte de 0,25 ponto se confirmar, a Selic passaria para 14,00%, ainda um patamar restritivo.

Para o contribuinte que investe em ações ou fundos, a queda da produção industrial pode impactar os resultados de empresas do setor, o que afeta a tributação de dividendos e ganhos de capital. No Brasil, dividendos são isentos de IR para o investidor pessoa física, mas ganhos de capital em operações day trade ou com menos de 30 dias têm alíquota maior. como declarar ações no imposto de renda

Perguntas Frequentes

A produção industrial no Brasil caiu quanto em junho?

A produção industrial caiu 1,8% em junho ante maio, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve alta de 1,7%.

Qual foi a expectativa dos analistas para junho?

Pesquisa da Reuters com analistas previa retração de 0,8% no mês e alta de 3,0% na base anual. O resultado veio pior que o esperado.

Quais setores puxaram a queda em junho?

Coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-5,9%), produtos químicos (-4,3%), farmoquímicos e farmacêuticos (-11,0%) e vestuário (-11,0%) foram os destaques negativos.

O que a Selic tem a ver com a produção industrial?

A Selic está em 14,25%, patamar elevado que encarece o crédito e pode desacelerar a economia. O Banco Central anuncia sua próxima decisão na quarta-feira, com expectativa de corte de 0,25 ponto.

Como a queda da indústria afeta o investidor?

Queda na produção pode pressionar ações de empresas industriais. Dividendos seguem isentos de IR para pessoa física, mas ganhos de capital em vendas com menos de 30 dias têm alíquotas maiores. Consulte um contador para avaliar seu caso.

“A produção industrial no Brasil caiu 1,8% em junho, segundo o IBGE, resultado bem pior que a expectativa de analistas. Setores de coque, derivados de petróleo e farmoquímicos puxaram a retração. Enten…”
Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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