Os preços do petróleo subiam mais de 3% nesta segunda-feira, depois que os EUA atacaram uma ilha iraniana no Estreito de Ormuz e Teerã afirmou ter retaliado, estendendo o conflito para o sexto mês. O Brent subia US$ 2,87, ou 3,26%, para US$ 90,97 por barril às 8h20 (horário de Brasília), enquanto o WTI tinha ganho de US$ 2,91, ou 3,49%, para US$ 86,31.
As forças norte-americanas atacaram dois lançadores na Ilha de Larak, no Irã, no domingo, os primeiros ataques conhecidos contra o país desde o final de julho. Em resposta, o Irã atacou duas bases aéreas dos EUA na Jordânia, segundo a mídia iraniana, citando a Guarda Revolucionária.
"Novos ataques militares no Oriente Médio e preocupações com novas interrupções no abastecimento elevaram os preços", disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo. Ele acrescentou que os mercados observarão se a situação vai se acalmar ou não.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em postagem no domingo que a Ilha de Kharg estava sendo "reduzida a estilhaços", mas não havia evidências de ataque. O Irã negou e disse que as operações petrolíferas continuavam. A postagem incluía um vídeo gerado por IA.
A forte reação refletiu, em parte, os baixos volumes por causa do feriado no Reino Unido, disse Ole Hansen, do Saxo Bank. Dados de navegação mostraram que o número de navios visíveis no estreito caiu para cinco por dia no fim de semana. Um petroleiro foi atingido por um projétil no sábado, segundo a agência britânica de Operações de Comércio Marítimo.
Apesar da recuperação, Brent e WTI ainda caminhavam para perdas modestas em agosto, após caírem mais de 4% na semana passada, as primeiras quedas semanais em três semanas.
Antes de considerar qualquer movimento, avalie o risco geopolítico: o Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do abastecimento global, e qualquer interrupção tende a elevar a volatilidade. Não há recomendação de compra ou venda; o cenário exige cautela e diversificação.