# Prazo para empresas optarem por Simples Nacional começa nesta terça

> O prazo de adesão ao Simples Nacional para empresas que desejam ingressar no regime em 2027 começa nesta terça-feira (1º). A escolha, antecipada pela reforma tributária, permanece aberta até 30 de setembro de 2026. O processo exige que contribuintes formalizem a opção dentro do período estipulado pela Receita Federal.

*Viva Capital · Economia · 01 de setembro de 2026 · Roberto Yokota*

Começa nesta terça-feira (1º) o prazo de adesão ao Simples Nacional para empresas que querem ingressar no regime em 2027. A escolha, antecipada por causa da reforma tributária, vai até 30 de setembro de 2026.

Começa nesta terça-feira (1º) o prazo para micro e pequenas empresas optarem pelo Simples Nacional, regime simplificado para quem fatura até R$ 4,8 milhões por ano. Por causa da reforma tributária, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) antecipou a escolha do regime em quatro meses: o pedido para 2027 deve ser feito de 1º a 30 de setembro de 2026. Até então, a opção era feita em janeiro de cada ano.

A alteração foi regulamentada pela Resolução CGSN nº 186, de 9 de abril de 2026, que incorporou ao regime o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A nova regra vale para empresas que ainda não são optantes e querem usar o regime a partir de janeiro de 2027. A mudança busca dar mais previsibilidade antes do início do ano-calendário.

Outra novidade: a empresa poderá permanecer no Simples e, ao mesmo tempo, optar por recolher IBS e CBS pelo regime regular. Para o primeiro semestre de 2027, essa escolha deve ser feita em setembro de 2026, com validade de janeiro a junho. Quem não optar pelo regime regular nesse período permanece, no primeiro semestre, com os tributos dentro do Simples. A decisão pode ser revista em março de 2027, com efeitos para o segundo semestre.

A escolha tem impacto especialmente para quem vende para outras empresas, por causa da geração e aproveitamento de créditos tributários. A avaliação não deve considerar apenas a alíquota: entram na análise fatores como o perfil dos clientes, os fornecedores e o setor de atuação.

Quem já está no Simples, em regra, não precisa solicitar novamente a permanência. Mas é recomendado verificar a situação fiscal durante setembro de 2026 para identificar pendências ou exclusões para 2027. Se a empresa não quiser recolher IBS e CBS pelo regime regular, não precisa fazer nova opção. Para retirar esses tributos da sistemática do Simples, é preciso formalizar a escolha dentro do prazo.

Empresas abertas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 têm regra específica: a opção feita na inscrição do CNPJ vale para o restante de 2026 e para todo 2027. A escolha sobre IBS e CBS também pode ser feita na abertura, com efeitos a partir de janeiro de 2027. Se o empresário não quiser permanecer no Simples, pode pedir exclusão até o último dia de 2026.

A antecipação criou também a possibilidade de desistência: quem fizer o pedido em setembro pode cancelar até 30 de novembro de 2026. O cancelamento é irretratável, ou seja, depois de desistir, a empresa não pode fazer nova opção para 2027. A mudança não altera o calendário do Simei, que para o MEI continua em janeiro, até o último dia útil do mês.

Outra mudança do CGSN: a obrigatoriedade da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) no emissor nacional foi adiada de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026, para dar mais tempo a municípios e empresas nas adaptações. A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixa de ser separada e passa a ser incorporada ao PGDAS-D, com entrega anual de janeiro a março.

Com setembro concentrando decisões, especialistas recomendam que empresas e contadores antecipem a análise tributária e simulem os dois cenários antes de formalizar a opção. Revisar sistemas, emissão de notas e planejar o caixa para 2027 também entram na lista de providências como funciona o Simples Nacional para MEI reforma tributária e o impacto nas pequenas empresas.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/prazo-empresas-optarem-por-simples-nacional-comeca-nesta-terca/
