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Pix ou dinheiro? Projeto quer proibir preços diferentes em postos de combustíveis

ResumoProjeto de lei em tramitação no Congresso Nacional propõe proibir postos de combustíveis de cobrar preços diferentes para pagamentos em Pix e dinheiro. A alteração na Lei 9.069/95 visa coibir práticas que penalizam o consumidor com valores distintos conforme a forma de pagamento. A medida busca uniformizar os preços, impactando diretamente o bolso do consumidor.

Um projeto de lei em tramitação no Congresso quer proibir que postos de combustíveis cobrem preços diferentes para pagamentos em Pix e dinheiro. A medida, que altera a Lei 9.069/95, visa coibir práticas que penalizam o consumidor. Entenda as regras, o impacto no bolso e como isso

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Pix ou dinheiro? Projeto quer proibir preços diferentes em postos de combustíveis
Foto: Viva Capital · Pix ou dinheiro? Projeto quer proibir preços diferentes em postos de combustíveis · 16 jul 2026

Pix ou dinheiro? Projeto quer proibir preços diferentes em postos de combustíveis

Um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional pode mudar a forma como você paga no posto. A proposta proíbe que estabelecimentos cobrem preços diferentes para pagamentos em Pix e dinheiro, prática que, segundo o texto, onera o consumidor sem justificativa clara. A medida altera a Lei 9.069/95, que já veda discriminação entre cartão de crédito e débito. Entenda o que muda, as regras atuais e como isso impacta seu bolso e sua declaração de Imposto de Renda.

O projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados propõe proibir que postos de combustíveis cobrem valores diferentes para pagamentos em Pix e dinheiro. A proposta altera a Lei 9.069/95, que já proíbe diferença de preço entre cartão de crédito e débito. Se aprovado, o valor anunciado deverá ser o mesmo, independentemente da forma de pagamento.

O que diz o projeto de lei?

O texto, de autoria do deputado federal Eros Biondini (PL-MG), insere um parágrafo na Lei 9.069/95 para vedar "a cobrança de valores diferenciados para pagamento em espécie (dinheiro) e por meio de transferência eletrônica instantânea (Pix)" em postos de combustíveis. A justificativa é que a diferença de preço fere o princípio da isonomia e pode configurar prática abusiva.

Segundo o projeto, o valor anunciado na bomba deve ser o mesmo para todas as formas de pagamento, exceto se houver custo adicional comprovado, o que, na prática, é raro no Pix, já que a transferência é gratuita para pessoas físicas. A proposta ainda precisa passar pelas comissões da Câmara e pelo Senado antes de virar lei.

Regra atual: o que a lei já proíbe?

Atualmente, a Lei 9.069/95, em seu artigo 2º, já proíbe que estabelecimentos cobrem valores diferentes para pagamentos em cartão de crédito e débito. No entanto, ela não menciona especificamente o Pix ou o dinheiro. Isso criou uma lacuna: muitos postos oferecem descontos para pagamento em dinheiro ou, ao contrário, cobram a mais no Pix.

Na prática, o consumidor pode encontrar situações como:

  • Posto A: R$ 5,50/litro no dinheiro, R$ 5,70/litro no Pix.
  • Posto B: R$ 5,60/litro no dinheiro, R$ 5,60/litro no Pix.
  • Posto C: R$ 5,40/litro no dinheiro, R$ 5,80/litro no Pix.

A diferença, quando existe, costuma ser justificada pelo custo da maquininha de cartão, mas o Pix, por ser gratuito para o consumidor, não tem essa despesa. O projeto quer exatamente coibir essa prática.

Impacto no bolso do consumidor

Se aprovado, o projeto pode trazer mais transparência. Hoje, o consumidor que paga no Pix pode estar pagando um valor maior sem saber, enquanto quem paga em dinheiro pode ter desconto. A proposta uniformiza o preço, mas também pode gerar efeito contrário: postos podem optar por cobrar o valor mais alto em todas as formas de pagamento, eliminando o desconto do dinheiro.

Para quem usa Pix, a medida é positiva. Para quem prefere dinheiro, pode perder o desconto. A escolha, no fim, será do consumidor: pagar o mesmo valor, independentemente do meio.

Como isso afeta o Imposto de Renda?

Aqui entra o ponto que pouca gente considera: a forma de pagamento pode impactar sua declaração. Se você paga no Pix, o comprovante fica registrado no extrato bancário. Se paga em dinheiro, não há rastro digital. Para efeitos de Imposto de Renda, o que importa é o gasto total com combustível, não a forma de pagamento.

No entanto, se você é MEI ou profissional autônomo que usa o carro para trabalhar, o gasto com combustível pode ser deduzido como despesa operacional. Nesse caso, o Pix facilita a comprovação: o extrato bancário serve como documento fiscal. Já o dinheiro exige nota fiscal ou recibo.

A Receita Federal não diferencia a forma de pagamento para fins de tributação, mas a falta de comprovante pode gerar problemas na malha fina. Por isso, minha recomendação é: sempre peça nota fiscal, independentemente de pagar no Pix ou em dinheiro.

Riscos de malha fina

Um erro comum é declarar gastos com combustível sem lastro documental. Se você declara R$ 10 mil em despesas de combustível no ano, mas não tem nota fiscal nem extrato bancário comprovando, a Receita pode questionar. A malha fina pega quem chuta, não quem declara certo.

Se o projeto for aprovado e os preços se uniformizarem, o Pix pode se tornar a forma mais segura de comprovar gastos. Mas, até lá, guarde suas notas fiscais. O dinheiro ainda é válido, mas exige mais cuidado com a documentação.

O que fazer enquanto o projeto não vira lei?

Enquanto o projeto tramita, a regra atual continua valendo: postos podem cobrar preços diferentes para Pix e dinheiro. Minha sugestão é:

  • Pesquise antes de abastecer: compare preços entre postos e formas de pagamento.
  • Peça nota fiscal: ela é seu comprovante para o IR.
  • Use o Pix com cautela: se o posto cobra a mais, avalie se vale a pena.
  • Guarde extratos: o Pix gera registro automático, mas a nota fiscal é mais segura.

Se você for autônomo ou MEI, considere usar sempre o Pix para ter rastro digital. Isso facilita na hora de declarar e evita sustos com a malha fina.

Perguntas Frequentes

O projeto já foi aprovado?

Não. O projeto ainda está em tramitação na Câmara dos Deputados. Ele precisa passar por comissões e pelo Senado antes de virar lei.

O que muda se a lei for aprovada?

Os postos não poderão cobrar preços diferentes para Pix e dinheiro. O valor anunciado na bomba deverá ser o mesmo para ambas as formas de pagamento.

Posso ser multado se pagar no Pix e o posto cobrar a mais?

Não. A multa, se houver, será aplicada ao posto, não ao consumidor. O projeto prevê sanções administrativas.

Como isso afeta meu Imposto de Renda?

A forma de pagamento não altera a tributação, mas o Pix facilita a comprovação de gastos. Guarde sempre a nota fiscal.

O projeto vale para outros estabelecimentos?

Não. A proposta é específica para postos de combustíveis. Outros comércios continuam livres para cobrar preços diferentes, desde que não violem a Lei 9.069/95.

O que fazer se o posto cobrar a mais no Pix hoje?

Você pode optar por pagar em dinheiro ou escolher outro posto. Denuncie ao Procon se achar que a prática é abusiva.

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Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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