A agenda econômica da semana de 31 de agosto a 4 de setembro será dominada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, pelo relatório de empregos dos Estados Unidos e pela prévia da inflação da zona do euro. Os três indicadores devem orientar as expectativas de investidores e formuladores de política monetária nos próximos dias.
No Brasil, o IBGE divulga na terça-feira (1º) o PIB do segundo trimestre. O mercado quer saber se a economia perdeu força após o crescimento de 1,1% registrado nos primeiros três meses do ano. Em 2024, o PIB brasileiro somou 11.744.000 R$ milhões, segundo o IBGE. Na segunda-feira (31), saem o Boletim Focus e as Estatísticas Fiscais do Banco Central, com resultado primário, resultado nominal e dívida bruta em relação ao PIB. Na quarta-feira (2), o IBGE apresenta a produção industrial de julho, e os PMIs industrial, de serviços e composto medem a atividade privada. A balança comercial de agosto fecha a semana na sexta-feira (4).
Nos Estados Unidos, o foco está no mercado de trabalho. Na quarta-feira (2), o relatório ADP dá a primeira leitura sobre criação de empregos no setor privado. Na quinta (3), saem os pedidos semanais de seguro-desemprego. O payroll de agosto, na sexta (4), deve influenciar as apostas para os próximos passos do Federal Reserve, com a inflação acima da meta e parte do banco central defendendo política mais restritiva. A agenda ainda inclui Jolts, PMIs da S&P Global e ISM, além do Livro Bege na quarta-feira.
Na Europa, a prévia da inflação da zona do euro em agosto sai na terça-feira (1º), junto com o desemprego do bloco, e ajuda a calibrar as expectativas para o Banco Central Europeu. No Reino Unido, segunda-feira é Summer Bank Holiday; na sexta, o governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, discursa em Londres. Na Ásia, a China abre com PMIs oficiais no domingo, e o Japão traz produção industrial e vendas no varejo. Para quem acompanha os mercados, a semana pede atenção aos horários de divulgação e à leitura dos dados em conjunto.