A Polícia Federal (PF) montou esquema inédito de segurança para proteger presidenciáveis nas eleições de 2026, com uso de drones, veículos blindados e kit antibomba. O plano foi revelado em documento interno da corporação e cobre comícios, carreatas e deslocamentos entre cidades. A medida responde ao aumento de ameaças e atentados registrados nos últimos anos contra figuras públicas no Brasil.
A PF montou esquema para proteger presidenciáveis com drones, blindados e kit antibomba. O plano, obtido com exclusividade pela reportagem, prevê três camadas de proteção: aérea, terrestre e tática. Drones equipados com câmeras térmicas e de alta resolução farão vigilância aérea em um raio de até 5 km dos locais de evento. Veículos blindados, cedidos pelo Exército, transportarão os candidatos em deslocamentos considerados de alto risco. O kit antibomba inclui detectores de explosivos, robôs de desativação e equipes especializadas do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE).
Segundo a PF, o esquema foi desenhado a partir de análise de risco feita pela Coordenação de Segurança de Autoridades (Cosau). O documento interno cita ameaças como ataques com explosivos, franco-atiradores e drones hostis. "A segurança de candidatos à Presidência exige protocolos mais rígidos do que os adotados em pleitos anteriores", afirma trecho do documento, obtido pela reportagem.
O plano cobre as principais fases da campanha: comícios, carreatas, caminhadas e deslocamentos aéreos e terrestres. Para comícios, a PF usará drones para varredura prévia do perímetro e monitoramento contínuo durante o evento. Blindados ficarão posicionados em rotas de fuga previamente mapeadas. O kit antibomba será acionado em caso de suspeita de artefato explosivo.
Em carreatas, a PF montará comboio com viaturas descaracterizadas e motos batedoras. Drones acompanharão o trajeto por cima, com transmissão em tempo real para o centro de comando. O kit antibomba estará disponível em pontos estratégicos ao longo do percurso.
Para deslocamentos aéreos, a PF usará helicópteros da própria corporação para escolta e transporte de emergência. Os blindados ficarão de prontidão nos aeroportos de chegada.
O esquema foi testado em simulação realizada em junho de 2026, em Brasília, com participação de 200 agentes da PF, Exército e Força Nacional. O exercício simulou ataque com drone explosivo durante comício, com resposta em menos de 3 minutos segurança em grandes eventos.
A PF também treinou equipes para identificar comportamentos suspeitos entre o público. Agentes de inteligência farão análise de redes sociais e monitoramento de grupos extremistas, em parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O custo estimado do esquema não foi divulgado, mas fontes da PF indicam que parte dos equipamentos já está disponível em estoque. Drones e blindados foram adquiridos em 2025 com verba do Fundo Nacional de Segurança Pública. O kit antibomba foi doado pelo governo dos Estados Unidos, dentro de acordo de cooperação bilateral.
A PF reforça que o plano é dinâmico e pode ser ajustado conforme o nível de ameaça. "Cada candidato terá avaliação de risco individualizada", diz o documento. Candidatos com maior exposição, como ex-presidentes e governadores, terão proteção reforçada.
Perguntas Frequentes
Quais equipamentos a PF usará no esquema de segurança?
Drones com câmeras térmicas, veículos blindados do Exército e kit antibomba com detectores de explosivos e robôs de desativação.
O esquema cobre todos os candidatos à Presidência?
Sim, todos os presidenciáveis registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terão proteção, com nível ajustado por avaliação de risco individual.
Quem coordena a segurança dos candidatos?
A Coordenação de Segurança de Autoridades (Cosau), da Polícia Federal, com apoio do Exército e da Força Nacional.
O plano já foi testado?
Sim, em simulação realizada em junho de 2026, em Brasília, com 200 agentes. O exercício simulou ataque com drone explosivo.
Qual o custo do esquema?
O custo não foi divulgado, mas parte dos equipamentos já estava em estoque. Drones e blindados foram adquiridos em 2025 com verba do Fundo Nacional de Segurança Pública.