Os preços do petróleo sobem acima de 2% nesta segunda-feira (31), depois que os EUA atacaram uma ilha iraniana no Estreito de Ormuz e receberam retaliação de Teerã, enquanto o conflito entre os dois países entra no sexto mês. O Brent opera a US$ 90,47 por barril, alta de US$ 2,37 (2,69%), e o WTI a US$ 85,56, alta de US$ 2,16 (2,56%), às 5h29 (horário de Brasília).
Forças americanas atingiram dois lançadores na ilha iraniana de Larak, no Estreito de Ormuz, no domingo (30), nos primeiros ataques conhecidos contra o país desde o fim de julho. Em resposta, o Irã atacou duas bases aéreas dos EUA na Jordânia, segundo a mídia iraniana, citando a Guarda Revolucionária. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em publicação nas redes sociais que o centro energético da ilha de Kharg estava sendo "reduzido a escombros", mas não havia evidências de ataque à ilha, e o Irã negou, dizendo que as operações de petróleo continuavam.
O impasse nas negociações persiste, enquanto mediadores tentam reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra, iniciada no fim de fevereiro. "Vemos mais chances de um confronto contido do que de escalada prolongada", disse Suvro Sarkar, chefe de pesquisa de energia do DBS, acrescentando que os prazos para a reabertura de Ormuz seguem afetados. Ele espera preços entre US$ 85 e US$ 95 por barril, a menos que haja mais clareza sobre a situação no estreito.
Dados de transporte marítimo mostram que o número de embarcações visíveis passando pelo estreito caiu para cinco por dia no fim de semana, refletindo cautela de empresas. A United Kingdom Maritime Trade Operations informou que um navio-tanque foi atingido por projétil no sábado. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Reuters que novas sanções secundárias ao Irã devem ser impostas semanalmente. Brent e WTI devem registrar pequenas quedas em agosto, após recuarem mais de 4% na semana passada, primeira queda semanal em três semanas. Trump afirmou que petróleo de acordo com a Venezuela será usado para recompor a Reserva Estratégica, que caiu para perto do nível mais baixo em 44 anos.
impacto do petróleo na economia brasileira como o conflito no Oriente Médio afeta os combustíveis