# Petróleo em alta com combates no Oriente Médio: veja efeitos

> O petróleo Brent e o WTI registram alta nesta terça-feira (1), com avanços de 0,77% e 0,79%, respectivamente, após a retomada dos combates entre EUA e Irã no Oriente Médio. O conflito renova temores de interrupção no fornecimento global. A elevação das cotações tende a pressionar os preços de combustíveis no Brasil, impactando diretamente o custo de transporte e o bolso do consumidor final.

*Viva Capital · Economia · 01 de setembro de 2026 · Patrícia Mendonça*

Os preços do petróleo sobem nesta terça-feira (1) com a retomada dos combates entre EUA e Irã, renovando temores de interrupção no fornecimento. Brent avança 0,77% e WTI, 0,79%. Veja o impacto para o bolso do consumidor.

Os preços do petróleo sobem nesta terça-feira (1) com a retomada dos combates entre os EUA e o Irã no Oriente Médio, renovando os temores de interrupções no fornecimento da principal região produtora do mundo. Os contratos futuros do Brent avançam 70 centavos, ou 0,77%, para US$ 91,19 por barril às 5h14 (horário de Brasília). O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA sobe 68 centavos, ou 0,79%, para US$ 86,44.

Na sessão anterior, o Brent fechou em alta de 2,7%, atingindo o nível mais alto desde 25 de agosto. O WTI encerrou com alta de 2,8%, o maior patamar desde 21 de agosto. Nesta segunda-feira (31), o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou novos ataques contra o Irã após o primeiro confronto direto entre os dois países em um mês, ocorrido no domingo.

"Isso traz novamente para a equação a possibilidade de uma retaliação iraniana. Isso aumenta a perspectiva de danos à infraestrutura energética ao redor do Golfo e acrescenta incerteza para a navegação pelo Estreito de Ormuz", disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM. Os dois riscos aparecem no tom mais firme dos preços.

Ontem, o número de embarcações de commodities que transitaram pelo Estreito de Ormuz ficou em cinco por dia, abaixo da média de 10 dias, de cerca de 14 embarcações, segundo dados da Kpler. Nenhuma das cinco era navio-tanque. O Irã fechou a via marítima depois que EUA e Israel atacaram o país em 28 de fevereiro. Esforços de mediadores, incluindo Catar e Omã, para reabrir o estreito, por onde passava cerca de um quinto do fornecimento global antes da guerra, não avançaram.

A agência UKMTO informou que um navio-tanque relatou ter sido atingido por três projéteis ao deixar o estreito, sem vítimas nem impactos ambientais. Analistas do ANZ apontam que o fluxo de petróleo por Ormuz está em torno de 6 milhões de barris por dia, bem abaixo dos níveis pré-conflito. Os estoques da Reserva Estratégica dos EUA caíram 3,1 milhões de barris na semana passada, para 286,6 milhões. Analistas consultados pela Reuters esperam preços acima de US$ 80 por barril em 2026.

Para o consumidor, a alta tende a pressionar os combustíveis internos, mas o repasse depende da política de preços da Petrobras e do câmbio. Quem abastece deve acompanhar os anúncios de reajuste. A dica é planejar gastos com combustível e, se possível, evitar estoques desnecessários. Consulte um contador ou especialista para avaliar impactos em custos de transporte e logística do seu negócio.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/petroleo-segue-alta-novos-combates-reacendendo-riscos-interrupcao-fornecimento-o/
