O petróleo saltou até 5% nesta terça-feira (1), puxado por uma nova onda de ataques dos Estados Unidos contra o Irã. A escalada reacendeu incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa parte importante do petróleo mundial. Quem acompanha o mercado viu os contratos futuros dispararem nas principais bolsas.
O contrato mais líquido do Brent, referência internacional, para novembro fechou com alta de 4,6%, a US$ 94,65 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Foi o maior nível desde julho. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para outubro subiu 5,2%, a US$ 90,22 o barril.
O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou que as forças norte-americanas iniciaram ataques contra alvos da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no Irã. Em comunicado no X, afirmou que os ataques seguem tentativas recentes da IRGC contra navios mercantes no estreito e contra militares americanos na região.
Depois disso, o presidente Donald Trump chamou o ataque de "justificado" e ameaçou com ações mais intensas se Teerã retaliar. Segundo ele, os bombardeios respondem à tentativa iraniana de instalar minas marítimas no estreito e ao lançamento de oito mísseis contra uma base dos EUA na Jordânia, todos supostamente interceptados.
Do lado iraniano, a agência Tasnim disse que o país responderá de "maneira intensa". O porta-voz da IRGC, General Mohibi, publicou no X que "uma punição severa aguarda os agressores" e que os EUA "se arrependerão de seus novos ataques".
A escalada não é de hoje. No domingo, Teerã já havia lançado mísseis contra bases norte-americanas, depois que Washington atacou lançadores iranianos que, segundo os EUA, se preparavam para disparar foguetes com minas marítimas no estreito. Hoje, dois navios-tanque com petróleo saudita foram atingidos por foguetes e outras munições em poucos minutos de diferença, enquanto tentavam cruzar Ormuz.
Para quem tem negócio que depende de combustível ou importa insumos, o movimento de hoje é um sinal de alerta. A alta do petróleo tende a pressionar custos logísticos e repassar para preços ao consumidor nas próximas semanas. Acompanhar o noticiário do estreito virou item obrigatório na rotina de quem planeja o caixa.
A pergunta que fica é até onde vai essa tensão. Com os dois lados mantendo tom de confronto, o mercado deve seguir volátil. O caminho mais prudente, pelo menos por enquanto, é revisar contratos de fornecimento e testar cenários de preço mais alto no orçamento do negócio. como a alta do petróleo afeta o preço do diesel