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Petróleo recua com demanda fraca e oferta no Oriente Médio

ResumoO petróleo registra queda nesta quinta-feira (13) diante de perspectivas de demanda global mais fraca e monitoramento do Estreito de Ormuz. A commodity reflete também os estoques dos Estados Unidos, que influenciam o equilíbrio entre oferta e procura. O cenário combina pressão de consumo reduzido com riscos geopolíticos no Oriente Médio, sem sinais claros de interrupção na produção regional.

Os preços do petróleo recuam nesta quinta-feira (13) com perspectivas de demanda global mais fraca, enquanto o mercado monitora o Estreito de Ormuz e os estoques dos EUA.

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Petróleo recua com demanda fraca e oferta no Oriente Médio
Foto: Viva Capital · Petróleo recua com demanda fraca e oferta no Oriente Médio · 13 ago 2026

Petróleo recua com perspectiva de demanda mais fraca e preocupações com oferta no Oriente Médio

Os preços do petróleo recuam nesta quinta-feira (13), enquanto investidores avaliam as perspectivas de uma demanda global mais fraca neste ano. A queda ocorre mesmo com os preços sustentados pela falta de avanços nas negociações sobre o bloqueado Estreito de Ormuz e pelas interrupções no fornecimento.

Os contratos futuros do Brent recuavam US$ 1,16, ou 1,30%, para US$ 87,82 por barril às 5h (horário de Brasília), reduzindo os ganhos acumulados nas seis sessões anteriores. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía US$ 1,14, ou 1,37%, para US$ 82,13 por barril, após avançar nas cinco sessões anteriores.

O que está por trás da queda do petróleo?

O mercado tenta determinar se possíveis restrições à oferta decorrentes das interrupções no Oriente Médio seriam suficientes para compensar uma possível moderação do consumo global. Essa combinação de fatores deixa o WTI particularmente sensível tanto aos acontecimentos geopolíticos quanto a novos dados econômicos e de energia.

"Os compradores continuam dominando no curto prazo, após a recuperação observada nas últimas sessões", disse Antonio Di Giacomo, analista sênior de mercado da XS.com. "No entanto, a velocidade da alta também pode provocar períodos de volatilidade e realização de lucros em torno dos níveis atuais."

Estreito de Ormuz e as negociações estagnadas

Nesta quarta-feira (12), uma fonte iraniana de alto escalão disse que não houve progresso nas negociações para retomar um acordo provisório firmado em junho e definir um cronograma para sua implementação. Sem mudanças nas perspectivas de reabertura do Estreito de Ormuz, o principal fator por trás da alta dos preços na semana passada, a atenção se voltou para as perspectivas de demanda.

As negociações estagnadas entre Irã e Estados Unidos para pôr fim à guerra mantiveram um piso para os preços. "A situação de segurança para a navegação nessas águas se deteriorou ainda mais, obrigando as embarcações a desligar seus sinais, o que reduz a transparência no transporte marítimo e dificulta que o mercado acompanhe e avalie os níveis reais de oferta", disseram analistas da Haitong Futures em uma nota.

Estoques dos EUA e a demanda global

Os estoques comerciais de petróleo bruto dos EUA registraram seu maior aumento semanal desde janeiro de 2023, à medida que as exportações despencaram, mostraram dados da Administração de Informação de Energia (EIA) divulgados ontem. Os estoques de petróleo bruto aumentaram em 17,4 milhões de barris, para 424,4 milhões, na semana encerrada em 7 de agosto, atingindo o nível mais alto desde 5 de junho, informou a EIA. Uma pesquisa da Reuters apontava para uma redução de 1,4 milhão de barris.

Opep e Agência Internacional de Energia revisam previsões

No mesmo dia, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu sua previsão de crescimento da demanda mundial por petróleo em 2026 para 580 mil barris por dia, segundo seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo.

A Agência Internacional de Energia disse que espera uma contração de 1,6 milhão de barris por dia no consumo neste ano, ante uma previsão de queda de 1 milhão de barris por dia no mês passado, com a demanda sendo reduzida pelos preços mais altos e pela oferta restrita devido à guerra entre EUA e Israel e o Irã.

O que isso significa para o consumidor?

Para quem acompanha o preço dos combustíveis no Brasil, a queda do petróleo no mercado internacional pode sinalizar algum alívio futuro, embora o repasse não seja imediato. A política de preços da Petrobras, que acompanha o mercado internacional, pode levar a ajustes nas refinarias, mas outros fatores como câmbio e impostos também influenciam o preço final na bomba.

No horizonte de planejamento familiar, a volatilidade do petróleo afeta diretamente o orçamento com transporte e energia. Quem planeja viagens longas de carro ou depende do diesel para trabalho precisa considerar que os preços podem oscilar nas próximas semanas. Acompanhar os dados da EIA e as decisões da Opep ajuda a antecipar tendências, mas a imprevisibilidade geopolítica segue como o maior fator de risco.

Perspectivas para as próximas sessões

A combinação de estoques elevados, demanda global mais fraca e tensões no Oriente Médio deve manter o mercado volátil. Os analistas apontam que o WTI permanece sensível a novos dados econômicos e de energia, além dos desdobramentos geopolíticos. A realização de lucros após as altas recentes também pode pressionar os preços no curto prazo.

Para o investidor e para a família que planeja o orçamento, a recomendação é monitorar os relatórios semanais da EIA e as atualizações da Opep e da Agência Internacional de Energia. Esses dados oferecem pistas sobre a direção dos preços, mas o cenário de incerteza no Oriente Médio exige cautela.

Perguntas Frequentes

Por que o petróleo está caindo hoje?

O petróleo recua por causa da perspectiva de demanda global mais fraca, com estoques dos EUA em alta e previsões de menor consumo da Opep e da Agência Internacional de Energia.

O que é o Estreito de Ormuz e por que importa?

É uma rota crucial para o transporte de petróleo. As negociações estagnadas sobre sua reabertura sustentam os preços, mas a falta de avanço também gera incerteza.

Como a queda do petróleo afeta o preço da gasolina?

A queda pode levar a ajustes nas refinarias, mas o repasse ao consumidor depende de câmbio, impostos e da política de preços da Petrobras.

O que a Opep prevê para a demanda em 2026?

A Opep reduziu sua previsão de crescimento da demanda mundial por petróleo em 2026 para 580 mil barris por dia.

Qual é a previsão da Agência Internacional de Energia?

A agência espera uma contração de 1,6 milhão de barris por dia no consumo neste ano, ante uma previsão de queda de 1 milhão no mês passado.

“Os preços do petróleo recuam nesta quinta-feira (13) com perspectivas de demanda global mais fraca, enquanto o mercado monitora o Estreito de Ormuz e os estoques dos EUA.”
Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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