Os mercados globais operam de olho na estabilização dos preços do petróleo, em meio a um cenário ainda marcado pelas tensões no Oriente Médio. Nesta quinta-feira (03), o petróleo perde força e a eleição ganha espaço no mercado, com o Ibovespa em dólar subindo. Na quarta-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país realizou um ataque "muito pesado" contra o Irã, mas indicou que a ofensiva não deveria se prolongar por muito tempo, o que ajudou a aliviar parte das preocupações dos investidores.
No Brasil, o foco dos investidores recai sobre a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha. O levantamento ganha relevância após a pesquisa Quaest reforçar a percepção de uma corrida eleitoral mais equilibrada e aumentar as expectativas de alternância de poder. As bolsas asiáticas encerraram o pregão sem uma direção única nesta quinta-feira. Na Europa, os índices operam mistos, enquanto os futuros de Wall Street avançam nesta manhã.
O cenário externo mais calmo, com o petróleo perdendo força, abre espaço para o noticiário político doméstico. É o que costuma acontecer quando a commodity recua: o fluxo para ativos de risco melhora, e o câmbio reflete esse movimento. Na semana, o dólar PTAX de venda passou de R$ 5,2005 em 28/08 para R$ 5,1273 em 02/09, uma queda que acompanha a trégua nos preços do barril.
Para quem opera no curto prazo, a leitura é clara: o petróleo perde força e a eleição ganha espaço no mercado, e o Ibovespa em dólar sobe nesta quinta-feira (03). A atenção agora se volta para a pesquisa Datafolha e para os desdobramentos do ataque dos EUA ao Irã. A próxima ação prática é acompanhar os números oficiais do câmbio e ajustar posições conforme o noticiário eleitoral evoluir.