O petróleo fechou em alta nesta terça-feira (8), após oscilar durante a sessão. O contrato do Brent, referência internacional, para novembro subiu 0,95%, a US$ 97,92 o barril, na ICE, em Londres, maior nível desde 23 de julho. Já o WTI, para outubro, avançou 1,69%, a US$ 93,03, na Nymex, maior patamar desde 4 de junho.
O movimento refletiu dois fatores opostos. De um lado, os ataques dos houthis, do Iêmen, contra instalações da Saudi Aramco elevaram a tensão no Oriente Médio. De outro, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que haverá oferta abundante de petróleo assim que as guerras no Irã e na Ucrânia terminarem.
Durante o pregão, o Brent chegou a ultrapassar US$ 99 por barril, mas recuou após a fala de Bessent. No Mar Vermelho, a Arábia Saudita informou que várias instalações de energia tiveram operações interrompidas após a sequência de ataques, que deixaram mais de 70 feridos, segundo a imprensa saudita.
Em paralelo, o Kremlin informou que o presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu, em conversa com Vladimir Putin, o fim rápido da guerra na Ucrânia. Os EUA também impuseram sanções a 36 empresas da indústria de aviação iraniana, buscando isolar o regime.
O Irã segue afirmando que controla o Estreito de Ormuz. Um porta-voz da Comissão de Segurança Nacional disse que uma lei permitirá alocar receitas da via marítima para a defesa do país, informou a Fars.
O Bank of America projeta o Brent a US$ 83 em média na segunda metade deste ano e US$ 75 em 2027. Se os confrontos reduzirem os fluxos de petróleo até o fim do ano, o Brent pode ficar entre US$ 95 e US$ 120 por barril, segundo os analistas.
Para quem acompanha o mercado, a oscilação mostra como eventos geopolíticos e declarações oficiais movem os preços no curto prazo. Acompanhar os desdobramentos no Oriente Médio e as sinalizações do Tesouro americano ajuda a entender os próximos passos da commodity.