# Petróleo encosta nos US$ 100 após ataque a instalações da Saudi Aramco

> O petróleo Brent fechou a US$ 97,00 o barril, alta de 0,75%, após ataque a instalações da Saudi Aramco em Jizan e escalada entre EUA e Irã. O preço se aproxima dos US$ 100, refletindo risco geopolítico no Oriente Médio. A pressão sobre combustíveis domésticos depende de repasses da Petrobras e da política de preços vigente.

*Viva Capital · Economia · 07 de setembro de 2026 · Patrícia Mendonça*

O petróleo Brent avançou 0,75% nesta segunda-feira, 7, a US$ 97,00 o barril, após relatos de ataque a instalações da Saudi Aramco em Jizan e escalada entre EUA e Irã. Entenda o que isso significa para os preços dos combustíveis.

O petróleo avançou nesta segunda-feira, 7, após relatos de que instalações da Saudi Aramco foram atingidas em Jizan, no sul da Arábia Saudita, e em meio à escalada de ataques e contra-ataques envolvendo Estados Unidos e Irã no fim de semana. A alta, porém, foi limitada pela liquidez reduzida por feriado nos EUA, que manteve os mercados norte-americanos fechados.

O Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em alta de 0,75% (US$ 0,72), a US$ 97,00 o barril. Já o WTI para março avançava 1,3%, a US$ 92,68 o barril, por volta das 14h30 (de Brasília), durante pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex). Pela manhã, o Brent para novembro chegou ao maior nível desde 3 de junho, cotado a US$ 98,06 por barril.

Além do ataque na Arábia Saudita, a commodity recebeu apoio de ofensivas entre EUA e Irã no fim de semana. Teerã alega ter atingido um navio militar americano em um dos ataques, informação negada pelas Forças Armadas dos EUA. Os preços se aproximam de US$ 100 por barril, e analistas alertam que uma interrupção mais profunda no fornecimento físico pode elevá-los ainda mais. "Uma interrupção sustentada nos fluxos reais de petróleo poderia rapidamente elevar os preços acima de US$ 100 por barril", disseram analistas da corretora Kotak Securities. "A redução dos estoques e os preços mais fortes dos produtos refinados oferecem suporte adicional".

No radar, cresceu a atenção sobre o Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês) alertou para risco de ataque perto de Khasab, em Omã, e reforçou a orientação para que navios utilizem um corredor "designado" por Teerã. Em paralelo, circularam relatos de que o Irã pretende criar uma zona restrita na região e sancionar embarcações que ingressarem na área. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, alertou a Coreia do Sul e "qualquer país" contra realizarem operações militares no Estreito de Ormuz em apoio aos EUA.

Dados de monitoramento marítimo sugerem impacto no fluxo da rota: houve queda de 28% no trânsito em Ormuz na última semana, para 77 navios, com queda dos carregamentos de 45 para 33, ao mesmo tempo em que Bab el-Mandeb registrou aumento de tráfego. Ainda, o Canal do Panamá pode restringir o trânsito na rota marítima para 27 navios por dia, devido a preocupações com os níveis de água na região.

Para o consumidor brasileiro, a alta do petróleo tende a pressionar os preços da gasolina e do diesel nas refinarias, repassada com defasagem pela Petrobras. Quem abastece ou depende de frete deve acompanhar os próximos reajustes, mas ainda não há anúncio oficial. Como sempre, recomendo cautela: o cenário geopolítico é volátil, e os efeitos sobre o bolso dependem da duração do conflito e da política de preços da estatal. Para quem tem investimentos em fundos de commodities ou ações de petroleiras, a oscilação exige acompanhamento próximo. impacto do petróleo nos combustíveis como investir em commodities

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/petroleo-encosta-us-100-novo-fator-risco-oriente-medio-entenda/
