Os preços do petróleo fecharam em forte queda nesta terça-feira (25) com o aumento do otimismo dos investidores para a liberação do Estreito de Ormuz. O contrato mais líquido do Brent, referência internacional, operava em queda de 3,61%, a US$ 87,27 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Instantes após o acordo, o barril bateu a mínima a US$ 86,81.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do West Texas Intermediate (WTI) para outubro caiu 3,12%, a US$ 82,36 o barril, no mesmo horário.
As perdas se intensificaram no início da tarde após o anúncio de um acordo para a retomada da navegação no Estreito de Ormuz. Em declaração conjunta, os ministros das Relações Exteriores de Omã e do Irã anunciaram a criação de um corredor marítimo temporário na via que escoa cerca de 20% de todo o petróleo mundial. O acordo, que exclui os Estados Unidos das tratativas, também prevê a retirada de minas para a navegação segura na região.
Antes do anúncio oficial, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que todas as minas nas águas internacionais foram removidas ou detonadas, e que o Irã foi notificado de que qualquer embarcação que colocar novas minas será destruída.
Apesar do alívio, as tensões entre Washington e Teerã seguem no radar. Pela manhã, a Al Arabiya informou que os EUA teriam proposto suspender o bloqueio e as sanções ao Irã em troca da reabertura de Ormuz e do fim dos ataques de aliados do Irã.
O contexto histórico mostra que o Estreito de Ormuz já foi palco de crises recorrentes, e cada anúncio de desescalada tende a derrubar os preços rapidamente, como visto hoje. impacto geopolítico no preço do petróleo