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Petróleo cai no dia, mas avança 9% na semana com tensão no Oriente Médio

ResumoO petróleo Brent fechou em US$ 104,61 e o WTI em US$ 100,05 nesta sexta-feira, com queda no dia após forte alta na véspera. Na semana, os preços avançaram mais de 9% devido às tensões entre houthis do Iêmen e a Arábia Saudita. A AIE alerta para escassez de derivados.

Brent fechou em US$ 104,61 e WTI em US$ 100,05 nesta sexta, após forte alta na véspera. Na semana, o avanço passa de 9% com as tensões entre houthis do Iêmen e a Arábia Saudita. A AIE alerta para escassez de derivados.

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Petróleo cai no dia, mas avança 9% na semana com tensão no Oriente Médio
Foto: Viva Capital · Petróleo cai no dia, mas avança 9% na semana com tensão no Oriente Médio · 11 set 2026

O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira (11) após a forte alta da véspera, em uma possível correção. Na semana, porém, a commodity registrou avanço de mais de 9% do Brent, com o agravamento das tensões entre os houthis do Iêmen, aliados do Irã, e a Arábia Saudita.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para novembro fechou o dia em queda de 2,81%, a US$ 104,61 o barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para outubro cedeu 2,3%, a US$ 100,05 o barril. Na semana, o Brent saltou 9,37%, enquanto o WTI disparou 8,65%.

O recuo diário não deve ser lido como alívio para quem abastece o carro. A volatilidade do barril chega ao consumidor com defasagem, via preços de refinaria, e a pressão da semana ainda não foi totalmente repassada.

O que está por trás do salto semanal

Os houthis chegaram nesta sexta-feira à ilha de Perim, em Bab al-Mandeb, em um avanço que pode ampliar o controle sobre a rota marítima. Forças do governo iemenita teriam se retirado da ilha, segundo a agência de notícias Reuters, enquanto os houthis também tomaram Dhubab, no Mar Vermelho.

Em resposta, mais de 100 conselheiros militares dos EUA estão na Arábia Saudita fornecendo inteligência e apoio estratégico na definição de alvos contra os houthis, informou a CNN.

Ministros das Relações Exteriores do Golfo devem se reunir com o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, em Omã na segunda-feira (14), conforme reportado pelo Financial Times, em tentativa de obter um acordo temporário para a navegação em Ormuz.

O alerta que pesa mais que o barril

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que a escassez no mercado de produtos refinados é mais grave, classificando o choque da oferta de petróleo bruto como "insignificante" em comparação com produtos como diesel e gasolina. A entidade, em relatório, espera novas quedas acentuadas no consumo e na oferta mundial da commodity neste ano.

Para o analista da Raymond James Pavel Molchanov, os dados da AIE sobre a demanda de petróleo colocam as perdas em pé de igualdade com os declínios combinados de 2008/09 durante a crise financeira global. "Uma parte da destruição dessa demanda pode ser permanente", alerta ele.

Com a vulnerabilidade da oferta global de petróleo e a disparada dos preços de combustíveis no radar, o governo dos EUA estuda uma legislação de defesa para aumentar a capacidade de refino da commodity no país, de acordo com a Reuters.

“Brent fechou em US$ 104,61 e WTI em US$ 100,05 nesta sexta, após forte alta na véspera. Na semana, o avanço passa de 9% com as tensões entre houthis do Iêmen e a Arábia Saudita. A AIE alerta para esca…”
Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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