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Petróleo avança 4% com acordo sobre Ormuz e ataques houthis

ResumoPetróleo avançou 4% na sessão, impulsionado pela escalada de ataques houthis contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho e pela notícia de um acordo sobre o Estreito de Ormuz. O pacto, em circulação, pode restringir a passagem de navios dos EUA e de Israel, elevando o risco de interrupção no fornecimento global. A commodity fechou em alta com o temor de retaliação militar na região.

Petróleo fecha em alta com escalada de tensões entre houthis e Arábia Saudita no Mar Vermelho, enquanto circula notícia de acordo sobre Ormuz que pode proibir passagem de navios dos EUA e de Israel.

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Foto: Viva Capital · Lucro do FGTS: saiba quanto você recebe em 2026 · 06 ago 2026

Petróleo avança 4% com acordo sobre Ormuz e ataques dos houthis

O petróleo fechou em alta expressiva nesta quinta-feira, com o Brent subindo 3,83% e o WTI avançando 2,75%. O motivo: a escalada de tensões entre os houthis do Iêmen, aliados do Irã, e a Arábia Saudita no Mar Vermelho, somada a informações sobre um acordo para reabertura do Estreito de Ormuz que pode proibir a passagem de navios dos EUA e de Israel.

O contrato mais líquido do Brent, referência internacional, para outubro terminou o dia a US$ 82,49 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já o WTI para setembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, fechou a US$ 77,29 o barril.

O que está por trás da alta

As cotações foram pressionadas por relatos da agência de notícias iraniana Fars. Segundo a agência, o acordo de reabertura do Estreito de Ormuz teria como um dos pontos a proibição da passagem de navios dos Estados Unidos, de Israel e de "países hostis".

Além disso, embarcações que não respeitassem as regulamentações do Irã e de Omã estariam sujeitas a multa de 20% sobre o valor total da carga transportada.

A Fars também reportou, com base em fontes iemenitas, que as lideranças do Iêmen devem emitir comunicado anunciando operação militar de grande escala. Os houthis têm realizado ataques contra a Arábia Saudita e colocado em risco o tráfego de navios no Mar Vermelho.

Cautela e incerteza

Para Phil Flynn, analista do Price Futures Group, é preciso cautela. Uma reabertura duradoura de Ormuz é incerta, já que o memorando de entendimento de julho também previa reabrir o estreito.

"Irã e EUA ainda divergem sobre se estão negociando diretamente, quem controlaria as rotas de navegação e se alguma taxa de trânsito é aceitável", disse Flynn.

Projeção da Fitch

Enquanto isso, a Fitch Ratings manteve sua projeção de preço base para o Brent em US$ 87 por barril, em média, para 2026. Ou seja, a agência de classificação de risco não alterou sua visão de longo prazo apesar da volatilidade recente.

O que isso significa para o consumidor

Para quem acompanha o mercado, a alta de hoje reforça um ponto: o preço do petróleo é sensível a eventos geopolíticos, e isso pode se refletir nos combustíveis e na inflação ao longo do tempo. Mas é cedo para afirmar que essa alta se sustentará.

Como investidor, eu avalio que o cenário pede atenção, não euforia. O risco de uma reabertura que não se confirme é real, como o próprio analista do Price Futures Group alertou. E o risco que você não entende é risco dobrado.

Perguntas Frequentes

O que é o Estreito de Ormuz?

É uma passagem marítima estratégica no Golfo Pérsico, por onde circula grande parte do petróleo mundial. Qualquer ameaça à sua navegação tende a pressionar os preços.

Por que os houthis atacam a Arábia Saudita?

Os houthis do Iêmen, aliados do Irã, têm realizado ataques contra a Arábia Saudita, colocando em risco o tráfego de navios no Mar Vermelho.

O que é o WTI e o Brent?

São os dois principais contratos de petróleo do mundo. O Brent é referência internacional; o WTI é negociado nos EUA.

A alta de hoje vai durar?

Não há garantia. A reabertura de Ormuz é incerta, e analistas recomendam cautela. A Fitch, por exemplo, mantém projeção de US$ 87 para o Brent em 2026.

Este texto tem caráter informativo e não configura recomendação de investimento. Cada decisão deve considerar seu perfil e horizonte de tempo.

“Petróleo fecha em alta com escalada de tensões entre houthis e Arábia Saudita no Mar Vermelho, enquanto circula notícia de acordo sobre Ormuz que pode proibir passagem de navios dos EUA e de Israel.”
Eduardo Tannous · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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