# Petróleo avança 1% com tensões entre EUA e Irã

> O petróleo avançou 1% nesta quarta-feira (2) com a escalada de tensões entre EUA e Irã e a redução do fluxo no Estreito de Ormuz. O impacto no bolso do consumidor brasileiro ocorre via preços de combustíveis, que podem subir nas refinarias e postos. A alta reflete risco de oferta global, mas o repasse depende da política de preços da Petrobras e da cotação do dólar.

*Viva Capital · Economia · 02 de setembro de 2026 · Patrícia Mendonça*

O petróleo avançou 1% nesta quarta-feira (2) com a troca de ataques entre EUA e Irã e o fluxo reduzido no Estreito de Ormuz. Entenda o impacto no bolso do consumidor brasileiro.

A continuidade na troca de ataques entre Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo nesta quarta-feira (2), com o fluxo de navios no Estreito de Ormuz reduzido. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 1,03%, a US$ 95,63 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do West Texas Intermediate (WTI), também para outubro, subiu 0,88%, a US$ 91,01 o barril.

A commodity registrou oscilações durante a sessão, mas consolidou ganhos devido à renovação das hostilidades entre EUA e Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Estreito de Ormuz está sob controle norte-americano e reiterou sua sugestão de mudar a via marítima. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington continuará a pressionar o Irã.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês) disse nesta madrugada que as forças iranianas realizaram, simultaneamente, ataques às bases dos EUA no Kuwait, na Jordânia, no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos e no Iraque. Segundo Privanka Sachdeva, da Phillip Nova, o mercado de petróleo precifica cada vez mais o custo de uma guerra não resolvida. "A última interrupção não se limita mais à escalada militar, já que relatos de ataques e embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz trazem o risco diretamente para a cadeia de suprimento físico de petróleo", afirma.

Para o consumidor brasileiro, a alta do petróleo no exterior tende a pressionar os preços da gasolina e do diesel nas refinarias, o que pode chegar às bombas nos próximos dias. A política de preços da Petrobras acompanha o mercado internacional, mas repasses não são automáticos. Segundo a Reuters, a Opep provavelmente manterá sua política de produção inalterada para outubro na reunião deste domingo (6), o que pode limitar a oferta e sustentar os preços.

Em momentos como este, vale acompanhar os anúncios de reajuste da Petrobras e a cotação do dólar, que também influencia o preço final. Se a tensão no Oriente Médio persistir, o petróleo pode continuar subindo, e o impacto no bolso pode aparecer na próxima pesquisa da ANP. preço da gasolina no Brasil

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