Petróleo abre semana estável com expectativas reduzidas para reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã
Os preços do petróleo abriram a semana pouco alterados nesta segunda-feira (10), devolvendo ganhos anteriores, conforme o otimismo sobre as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz foi moderado pela insistência do Irã. Teerã exige que os Estados Unidos atendam a várias condições antes de liberar a via marítima.
Os contratos futuros do Brent eram cotados a US$ 83,75 por barril, alta de 20 centavos, às 5h17 (horário de Brasília). O West Texas Intermediate (WTI) subia 8 centavos, ou 0,1%, para US$ 78,26.
Ambos os índices caíram mais de 7% na semana passada, com expectativas de acordo entre Irã e Omã. Pelo estreito passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra.
Irã impõe condições para reabrir o estreito
Neste domingo (9), o Irã afirmou que um acordo com Omã estava em "estágios finais", mas reiterou que a via só será reaberta após Washington cumprir outras condições, incluindo compensação pelos ataques generalizados dos EUA contra o país.
"Os preços do petróleo bruto continuam presos entre forças opostas", disse Sugandha Sachdeva, fundadora da SS WealthStreet, empresa de pesquisa em Nova Délhi. O mercado avalia a possibilidade de avanço diante das condições impostas.
Irã e Estados Unidos não negociam diretamente. Teerã não iniciará conversas enquanto Washington violar um acordo provisório assinado em junho, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi.
Nova ameaça ao abastecimento e impacto para o consumidor
Os houthis, alinhados ao Irã, disseram ter atingido a refinaria de Jazan da Saudi Aramco no domingo. O ataque ocorreu dois dias após o reino assinar pacto de defesa com Turquia e Paquistão, em resposta à instabilidade regional da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã xiita.
A ADNOC, dos Emirados Árabes Unidos, afirmou na sexta-feira que 15 navios foram atacados no estreito desde o início do conflito.
Para quem consome combustível, o cenário importa. "Qualquer avanço significativo para a navegação irrestrita poderia pressionar os preços para baixo", explicou Sachdeva. "Um colapso nas negociações ou novas interrupções poderiam reavivar o prêmio de risco geopolítico."
Na prática, a estabilidade atual esconde um risco: se o abastecimento for interrompido, a alta tende a chegar à bomba em semanas. Acompanho esse mercado de perto e sei que a volatilidade é a regra, não a exceção. impacto do petróleo no preço da gasolina
O que esperar dos preços nas próximas semanas
A queda de 7% da semana passada mostrou como o mercado reage a sinais de acordo. Agora, com as condições do Irã, o prêmio de risco permanece. Se as negociações avançarem, o Brent pode testar níveis menores. Se fracassarem, a tendência é de nova alta.
O consumidor deve observar: cada variação de US$ 5 no barril costuma refletir em centavos no litro da gasolina. como o preço do barril afeta o bolso
Perguntas Frequentes
O que é o Estreito de Ormuz?
É uma via marítima estratégica por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra, segundo a fonte.
Por que o petróleo está estável hoje?
Porque o Irã moderou as expectativas de reabertura do estreito, impondo condições aos EUA, o que mantém o equilíbrio entre oferta e risco.
Como isso afeta o preço da gasolina?
A alta do petróleo tende a repassar ao consumidor em semanas, dependendo da política de preços das distribuidoras.
O que pode derrubar os preços?
Um avanço real na reabertura do estreito, que aumentaria a oferta e reduziria o prêmio de risco.
O que pode elevar os preços?
Novas interrupções no abastecimento, como ataques a refinarias ou navios, podem reavivar o prêmio geopolítico.
