# Petrobras reajusta querosene de aviação em 13,9%; veja efeitos

> Petrobras reajustou o preço médio do querosene de aviação (QAV) em 13,9% a partir de 1º de outubro. O aumento decorre da guerra no Oriente Médio e eleva diretamente os custos operacionais das companhias aéreas brasileiras. A medida tende a pressionar tarifas de voos e margens de lucro do setor, sem repasse automático ao consumidor final.

*Viva Capital · Economia · 01 de setembro de 2026 · Larissa Monteiro*

A Petrobras reajustou o preço médio do querosene de aviação (QAV) em 13,9%, a partir desta terça-feira (1º). O aumento é atribuído à guerra no Oriente Médio e já impacta os custos das companhias aéreas.

A Petrobras reajustou o preço médio do querosene de aviação (QAV) em 13,9%, com vigência a partir desta terça-feira (1º). O litro fica, em média, R$ 0,68 mais caro, variando entre R$ 5,44 e R$ 5,70 nas refinarias da companhia pelo país. A estatal atribui o aumento aos reflexos da guerra no Oriente Médio, que afeta a logística da indústria do petróleo.

O QAV é o combustível usado por aviões e helicópteros. Por contrato, o preço vendido às distribuidoras é reajustado sempre no dia 1º de cada mês. Na comparação com agosto, o maior aumento foi em São Luís, de 14,34%, e o menor, em Canoas (RS), de 13,51%.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o combustível responde por cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras. Ou seja, o repasse tende a pressionar os custos das empresas e, potencialmente, o preço das passagens.

Desde janeiro, o QAV acumula alta de 53,3%, o equivalente a R$ 1,94 por litro. A Petrobras explica que o reajuste "reflete a elevação das cotações internacionais do Querosene de Aviação, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio". O gatilho foi a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, que perturbou a cadeia logística do petróleo.

O principal ponto de tensão é o Estreito de Ormuz, passagem ao sul do Irã. Antes do conflito, 20% da produção internacional de óleo e gás passavam pela região. Com menos oferta, os preços dispararam. O Brasil, embora produtor, segue a cotação global, já que petróleo e derivados são commodities.

O histórico recente mostra oscilação: em abril, alta de 55%; em maio, 18%; quedas em junho e julho; alta de 1,9% em agosto. Para suavizar o impacto, a Petrobras retomou em setembro o parcelamento dos reajustes em três vezes para as distribuidoras. A estatal garante também o volume solicitado. Ela detém cerca de 85% da produção de QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência.

Nos próximos meses, o comportamento do preço depende da evolução do conflito e da logística internacional. A fórmula contratual da Petrobras atua como amortecedor de curto prazo, gerando ajustes mais moderados que os do mercado externo. como a guerra afeta os preços dos combustíveis no Brasil

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/petrobras-reajusta-preco-medio-querosene-aviacao-139/
