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Petrobras lidera lucro da B3 no 2T26 com 51,8% do total

ResumoPetrobras concentrou 51,8% do lucro das dez maiores empresas da B3 no segundo trimestre de 2026, totalizando R$ 52,4 bilhões. O levantamento da Elos Ayta registrou crescimento de 38,2% no lucro agregado do grupo, com a estatal atingindo participação recorde no resultado consolidado do mercado acionário brasileiro.

A Petrobras concentrou 51,8% do lucro das dez maiores empresas da B3 no 2T26, somando R$ 52,4 bilhões. Levantamento da Elos Ayta mostra crescimento de 38,2% no lucro agregado, mas concentração recorde.

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Petrobras lidera lucro da B3 no 2T26 com 51,8% do total
Foto: Viva Capital · Petrobras lidera lucro da B3 no 2T26 com 51,8% do total · 28 ago 2026

O segundo trimestre de 2026 escancarou um retrato da bolsa brasileira: a rentabilidade segue concentrada em poucos grupos, mas a liderança mudou de intensidade. A Petrobras (PETR3;PETR4) voltou a um protagonismo raro, enquanto os bancos preservaram força estrutural, mesmo perdendo participação relativa.

Levantamento da Elos Ayta com as empresas listadas na B3 mostra que as dez mais lucrativas somaram R$ 101,2 bilhões de lucro líquido entre abril e junho, alta de 38,2% ante 2T25. Sozinha, a Petrobras respondeu por R$ 52,4 bilhões, ou 51,8% de todo o lucro gerado pelas líderes. No 2T25, essa fatia era de 36,4%; em doze meses, a estatal ampliou a influência em mais de 15 pontos percentuais.

Quando a Petrobras sai da conta, o cenário muda. O lucro das outras nove empresas cresce apenas 4,7%, de R$ 46,6 bilhões para R$ 48,8 bilhões. Ou seja, quase R$ 9 em cada R$ 10 do crescimento veio da estatal. O lucro da companhia praticamente dobrou, com salto de 96,8%, superando sozinho a soma de Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Vale (VALE3), Itaúsa (ITSA4), BTG Pactual (BPAC11), Ambev (ABEV3), Braskem (BRKM5), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander Brasil (SANB11).

Essa concentração não é comum nem entre grandes commodities. Em mercados maduros, o crescimento agregado costuma depender de um grupo restrito, especialmente em energia, tecnologia ou recursos naturais. No Brasil, a Petrobras assumiu esse papel de forma contundente.

Os bancos seguem dominando pela presença: seis das dez líderes são do setor financeiro (Itaú, Bradesco, Itaúsa, BTG, BB e Santander), com R$ 35,2 bilhões de lucro conjunto, alta de 9,9%. Mas a participação caiu de 43,8% para 34,8% do total. As não financeiras (Petrobras, Vale, Ambev e Braskem) elevaram lucros em 60,3%, para R$ 66 bilhões, com queda de 43,3% da Vale e recuperação da Braskem, que saiu de prejuízo para lucro de R$ 3,3 bilhões.

A distribuição mudou: as nove empresas sem a Petrobras representavam 63,6% do lucro agregado no 2T25, e agora somam 48,2%. Para investidores, a leitura é clara: a bolsa segue rentável, mas a expansão está concentrada em poucos protagonistas, e nenhum teve peso comparável ao da Petrobras neste trimestre.

“A Petrobras concentrou 51,8% do lucro das dez maiores empresas da B3 no 2T26, somando R$ 52,4 bilhões. Levantamento da Elos Ayta mostra crescimento de 38,2% no lucro agregado, mas concentração recorde…”
Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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