# Fim da escala 6x1: votação fica para depois do 1º turno

> A PEC do fim da escala 6x1 teve a votação adiada pelo governo federal para depois do primeiro turno das eleições municipais. A decisão ocorreu por falta de segurança na contagem de votos no plenário. A oposição comemorou a obstrução da pauta, que segue sem data definida para nova análise.

*Viva Capital · Economia · 03 de setembro de 2026 · Patrícia Mendonça*

Sem segurança de votos, governo adia votação da PEC do fim da escala 6x1 para depois do 1º turno. Oposição comemora obstrução.

A votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho ficou para depois do 1º turno das eleições, em outubro. A base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar a apreciação em plenário nesta quarta-feira (2) por não ter segurança sobre os votos necessários.

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), afirmou que houve um "movimento bem sucedido da oposição", referindo-se ao esvaziamento do plenário. Ele atribuiu a uma "ação coordenada" de oposicionistas, com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), a desmobilização dos parlamentares.

A proposta, que tramita como PEC 221/2019, prevê descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, com transição de 14 meses. Na CCJ, a aprovação foi simbólica, com quatro votos contrários entre os 27 senadores presentes: Rogério Marinho, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Para ser aprovada no plenário, a PEC precisa de, no mínimo, 49 votos favoráveis, ou 60% dos 81 senadores, em dois turnos. Randolfe estimava ter 53 ou 54 votos, mas considerou a margem insuficiente. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), questionou os governistas sobre a segurança do número de votos e, diante da resposta negativa, optou por não pautar a matéria.

A Agência Brasil procurou Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro para comentar o adiamento, mas não obteve retorno até a publicação. Marinho, contrário à PEC, apresentou proposta alternativa que mantém a escala 6×1 e a jornada de 44 horas, com negociação direta entre trabalhadores e empregadores. Flávio Bolsonaro, ausente na votação da CCJ, defendeu o pagamento por hora trabalhada.

O próximo esforço concentrado de votações no Congresso está previsto para a segunda semana de outubro. Até lá, o tema deve seguir em debate. Para quem acompanha a tramitação, a dica é observar o calendário do Senado e a posição dos líderes partidários. Imposto bem entendido é imposto bem pago, e o mesmo vale para direitos trabalhistas: entender o processo ajuda a cobrar transparência.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/oposicao-obstrui-fim-escala-62151-sera-votada-depois-1-turno-eleicoes/
