A Petrobras (PETR4) firmou com o Porto do Açu um contrato para a operação regular de exportação de coque de petróleo, subproduto do refino usado como combustível industrial e na siderurgia, por meio do Terminal Multicargas (T-Mult), em São João da Barra (RJ). A previsão é movimentar até 600 mil toneladas por ano, escoando a produção de quatro refinarias do Sudeste: REGAP, em Betim (MG), REDUC, em Duque de Caxias (RJ), REPLAN, em Paulínia (SP), e REVAP, em São José dos Campos (SP). As informações foram antecipadas ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Este é o primeiro contrato entre as empresas para esse tipo de movimentação. Ele contempla recebimento, armazenagem e exportação da carga pelo terminal, que possui 500 metros de cais operacional. A primeira operação está prevista para o fim de agosto. O contrato é válido por um ano e prevê possibilidade de renovação por mais cinco.
Além da exportação, o Porto do Açu presta outros serviços para a estatal, como a preparação para a reciclagem sustentável de plataformas descomissionadas. O CEO do Porto do Açu, Eugenio Figueiredo, destaca que desde o início das operações do terminal, em 2016, 26 tipos diferentes de cargas já foram movimentados, entre graneis sólidos, breakbulk e cargas de projeto. "O volume exportado pelo Açu demonstra a capacidade de atender às demandas de um mercado global dinâmico. Este contrato reforça nosso posicionamento como um hub logístico", diz em nota.
O coque verde de petróleo é um subproduto de alto valor comercial gerado no refino. Entre os mercados atendidos pela Petrobras com coque, que tem diferentes aplicações, como combustível em processos industriais, está a China. No segundo trimestre, a companhia informou a primeira exportação de coque verde para a Sunstone na China, o sétimo novo cliente em 2026. Em junho, a companhia informou vendas para a Saudi Aramco, maior empresa de petróleo do mundo.
O contrato reforça o papel do Açu na logística da estatal, mas o impacto financeiro ainda será medido. Quem acompanha a tese deve observar o ritmo das exportações nos próximos meses. A primeira operação, prevista para o fim de agosto, será o termômetro inicial. impactos de contratos logísticos na Petrobras