Jeff Bezos, fundador da Amazon e terceiro homem mais rico do mundo, com fortuna estimada em US$ 250 bilhões, ainda não conseguiu uma vaga no Indian Creek Country Club, na Flórida. A associação, apelidada de "Bunker dos Bilionários", fica em uma ilha artificial no condado de Miami-Dade e reúne 350 membros entre as famílias mais ricas e influentes dos Estados Unidos. Não basta ter imóvel na ilha: mesmo gastando cerca de US$ 234 milhões na compra de três propriedades, Bezos segue de fora.
O processo de admissão é rígido. O candidato precisa ser indicado por dois membros, obter cartas de recomendação de outros cinco, participar de eventos sociais e passar por um comitê de seis integrantes. A decisão final cabe ao conselho diretor, composto por 15 membros e liderado pelo presidente Mike Jackson, ex-CEO da AutoNation. A taxa de adesão gira em torno de US$ 1 milhão, com anuidade de US$ 44 mil, além de contribuições ao fundo beneficente.
Bezos tenta entrar há cerca de seis meses. Segundo o The Wall Street Journal, ele e a esposa, Lauren Sánchez, participaram da festa anual do cais em fevereiro para conhecer membros. Participantes afirmam que ele conversou com convidados e formou filas de integrantes interessados em cumprimentá-lo, mas segue esperando resposta.
A exclusividade tem razão histórica. Nos últimos anos, o sul da Flórida recebeu uma onda de novos bilionários de tecnologia, finanças e mercado imobiliário, atraídos por impostos mais baixos. Membros antigos, segundo o The Wall Street Journal, tentam preservar o perfil tradicional e não aprovam facilmente recém-chegados, mesmo que sejam Jeff Bezos, Mark Zuckerberg, Ivanka Trump ou integrantes da família real do Catar. Houve até tentativa de alterar o estatuto para dificultar a venda do clube.
O acesso à ilha também é restrito: quem vive fora de Indian Creek pode ser associado, mas depende de convite de morador ou membro para entrar. Proprietários não associados podem ver o campo de golfe, mas não usá-lo sem convite. como funciona um country club exclusivo
Cripto é tecnologia antes de ser aposta; só invista o que você aceita perder. No caso de Bezos, a lição é outra: nem todo patrimônio compra ingresso para certos círculos. os clubes mais exclusivos do mundo