O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16). Foi a quinta redução consecutiva do Banco Central, em linha com o esperado pelo mercado, e a decisão do colegiado foi unânime. Segundo o Banco Central, a Selic meta vinha sendo mantida em 14,00% ao ano desde 11 de setembro.
O comunicado afirma que o Copom "decidiu reduzir a taxa básica de juros para 13,75% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante". Leia abaixo o que mudou em relação ao documento da reunião anterior.
Cenário externo e doméstico: o que o comunicado alterou
No ambiente externo, o colegiado destacou que o cenário permanece incerto, com a indefinição sobre os conflitos no Oriente Médio e incertezas sobre a política monetária de algumas economias avançadas.
Já no cenário doméstico, o Copom afirmou que o conjunto de indicadores mostra moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, mas ainda em patamar resiliente, com mercado de trabalho aquecido.
Projeções de inflação: IPCA sobe para 5,2% em 2026
Na decisão desta quarta-feira, os diretores aumentaram as expectativas para a inflação. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 5,1% para 5,2% em 2026, acima do teto da meta, que é de 4,5%.
Para o horizonte relevante, primeiro trimestre de 2028, a estimativa de IPCA do Copom manteve-se em 3,2%.
O Money Times fez a comparação entre o comunicado desta reunião e o documento da reunião passada, com as mudanças assinaladas. A leitura do texto completo ajuda a entender como a Selic afeta seus investimentos e o que a trajetória de juros sinaliza para os próximos meses.