A Motiva (MOTV3), antiga CCR, concluiu nesta terça-feira (1º) a venda de suas 20 operações de aeroportos para o grupo mexicano Asur, com entrada de R$ 5,187 bilhões no caixa. O negócio, anunciado em novembro passado por R$ 11,5 bilhões, foi fechado por R$ 12,21 bilhões após ajustes monetários. A diferença de cerca de R$ 7 bilhões entre o valor total e o que entrou no caixa corresponde à dívida dos ativos.
Segundo a empresa, os ativos foram precificados a um múltiplo EV/EBITDA (LTM) de 8,8 vezes, acima do múltiplo atual da Motiva, o que, na leitura da companhia, representa criação de valor para acionistas. Com a conclusão, a alavancagem financeira consolidada deve cair de 3,7 vezes no final de junho para cerca de três vezes. Os recursos serão usados para reduzir o endividamento da holding.
A Motiva também informou que haverá um período de transição para a passagem dos ativos e funcionários da operação de aeroportos para a gestão da Asur.
Para quem acompanha o setor, o desfecho confirma o movimento de desalavancagem da companhia, que vinha sendo observado desde o anúncio. A redução de cerca de 0,7 ponto na alavancagem pode dar mais fôlego financeiro para os próximos passos da holding.
impacto da venda de ativos no balanço
Se você é acionista, o ponto prático é acompanhar como a empresa usará os recursos e os próximos balanços para verificar a efetiva queda do endividamento. Como sempre, vale consultar um contador ou assessor para avaliar o impacto tributário do negócio na sua declaração.