O candidato do PL ao governo do Paraná, Sergio Moro, criticou a forma como a privatização da Copel (CPLE6) foi conduzida na gestão do governador Ratinho Junior (PSD) e afirmou que o serviço prestado pela companhia perdeu eficiência. A declaração foi dada em sabatina à Rede Paraná nesta segunda-feira, 24.
"A privatização serve para ter um serviço mais eficiente. O serviço que a Copel hoje presta aos paranaenses não é mais eficiente", afirmou. Segundo Moro, aumentaram as quedas de energia e o tempo para restabelecimento do serviço. Ele disse que respeitará os contratos firmados na privatização, mas que, se eleito, pretende cobrar melhorias. O candidato também citou audiência pública no Senado para discutir a qualidade dos serviços da companhia.
A Copel foi privatizada em agosto de 2023, durante o segundo mandato de Ratinho Junior, por meio de oferta de ações que reduziu a participação do governo paranaense e transformou a empresa em companhia de capital disperso, sem acionista controlador. O Estado manteve a golden share, ação especial que garante poder de veto em decisões estratégicas.
Na mesma entrevista, Moro afirmou que não assume compromisso de privatizar a Sanepar (SAPR11) e defendeu um "choque de eficiência" na companhia, com aplicação da Lei das Estatais na escolha de diretores e conselheiros. "Não existe nenhum compromisso com privatização em relação à Sanepar, mas o choque de gestão é necessário", afirmou. Ele também criticou o reajuste das tarifas e disse que eventuais discussões sobre privatização dependeriam de estudos.
Para quem acompanha o setor, a fala de Moro sinaliza uma postura de cautela: mantém contratos, mas pressiona por resultados. A cobrança por eficiência, tanto na energia quanto no saneamento, deve pautar a campanha no Paraná. O desfecho, porém, depende das urnas e da capacidade de transformar promessas em metas auditáveis.