Mater Dei (MATD3) tem lucro líquido de R$ 45 milhões no 2º trimestre, alta de 66%
A Rede Mater Dei (MATD3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 45 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 66% em relação aos R$ 27 milhões registrados em igual intervalo de 2025. No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido ajustado somou R$ 81,3 milhões, avanço anual de 71,9%.
O desempenho foi impulsionado pela evolução operacional, com destaque para a elevada taxa de ocupação dos leitos, que chegou a 83,9% ao final de junho e 84,1% na média do semestre, além do avanço da tese de oncologia. A companhia também destaca a expansão do uso de cirurgia robótica e a implementação da ferramenta de inteligência artificial para apoiar médicos na elaboração de prontuários eletrônicos.
O que explica o lucro de R$ 45 milhões da Mater Dei no 2º trimestre?
O lucro líquido ajustado de R$ 45 milhões representa uma alta de 66% na comparação anual. No semestre, o número chega a R$ 81,3 milhões, avanço de 71,9%. Para quem acompanha o setor de saúde, o dado mais relevante é a ocupação de leitos: 83,9% ao final de junho e 84,1% na média do semestre. Em termos práticos, isso significa que a operação está rodando perto do limite operacional, o que tende a proteger margens mesmo com custos fixos elevados.
Outro vetor citado pela companhia é a tese de oncologia, que vem ganhando peso na receita. Há também investimentos em tecnologia, como a expansão do uso de cirurgia robótica e a adoção de inteligência artificial para apoiar médicos na elaboração de prontuários eletrônicos. Esses elementos não aparecem isoladamente no balanço, mas ajudam a explicar a evolução do Ebitda e da receita.
Ebitda ajustado: R$ 139 milhões no trimestre, alta de 20%
O Ebitda ajustado consolidado foi de R$ 139 milhões no segundo trimestre, aumento de 20% ante os R$ 115 milhões registrados em 12 meses. No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, o Ebitda ajustado atingiu R$ 268,6 milhões, crescimento de 26,8% em um ano.
Esse crescimento do Ebitda acima do avanço da receita (12,4% no trimestre) indica ganho de eficiência operacional. Para o investidor, é um sinal de que a companhia está conseguindo transformar crescimento em caixa, o que sustenta a política de investimentos e a redução de dívida.
Receita líquida: R$ 614 milhões no trimestre, alta de 12,4%
No segundo trimestre, a receita líquida consolidada da Mater Dei foi de R$ 614 milhões, representando uma evolução de 12,4% na comparação anual. No acumulado do ano, a receita líquida somou R$ 1,188 bilhão, alta de 13,7%.
A receita cresce em ritmo consistente, mas é o Ebitda que chama atenção. A margem Ebitda implícita no trimestre fica em torno de 22,6%, um patamar confortável para o setor de saúde complementar. Essa margem, combinada com a alta ocupação de leitos, sugere que a companhia tem conseguido repassar custos e ganhar escala.
Dívida líquida cai para R$ 763 milhões e alavancagem recua
A Mater Dei encerrou junho deste ano com geração de caixa considerada saudável, tendo realizado em 20 de julho o pré-pagamento de uma debênture de R$ 200 milhões. A dívida líquida da companhia fechou o trimestre em R$ 763 milhões, o que representa redução de 1,1% ante os R$ 772 milhões do término do segundo trimestre de 2025. O índice de alavancagem medida pela razão entre dívida líquida e Ebitda ajustado recuou de 1,6 vez para 1,5 vez.
Para uma empresa de saúde que está em expansão, a alavancagem de 1,5 vez é um nível confortável. A redução da dívida, mesmo com investimentos em andamento, mostra disciplina financeira. O pré-pagamento da debênture de R$ 200 milhões em julho reforça a tese de gestão ativa do passivo.
Resultado financeiro e Capex: o que pesou no caixa
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 42,6 milhões no segundo trimestre deste ano, e em R$ 87,0 milhões no semestre. Esse número reflete o custo da dívida e despesas financeiras, que ainda pesam, mas em proporção menor frente ao crescimento do Ebitda.
Os investimentos em Capex consumiram R$ 27 milhões de abril a junho. No fluxo de caixa semestral, os investimentos somaram R$ 28,7 milhões aplicados. O Capex está sob controle, o que permite à companhia manter a expansão sem comprometer a geração de caixa.
Expansão em São Paulo: novo hospital em Santana com entrega em 2029
A companhia informou ainda que mantém o planejamento de expansão para São Paulo, com previsão de início, em setembro, das obras de um novo hospital no bairro de Santana, cuja entrega está prevista para 2029. Esse movimento é estratégico para a Mater Dei, que historicamente tem forte presença em Minas Gerais e busca diversificar geograficamente.
A entrada em São Paulo é um dos principais vetores de crescimento de longo prazo. O prazo de três anos até a entrega indica que os efeitos no balanço virão gradualmente, mas a expectativa de ocupação e receita adicional é relevante para o investidor de longo prazo.
O que esperar da Mater Dei (MATD3) para o segundo semestre de 2026?
Com a ocupação de leitos em 83,9%, a tendência é de continuidade no crescimento da receita. A tese de oncologia e a cirurgia robótica devem seguir contribuindo. O pré-pagamento da debênture reduz despesas financeiras futuras, o que pode melhorar o resultado líquido nos próximos trimestres.
Para quem pensa em montar posição, o momento é de acompanhar a execução da expansão em São Paulo e a manutenção da margem Ebitda. A alavancagem em 1,5 vez dá espaço para novas aquisições ou investimentos sem pressionar o caixa.
Perguntas Frequentes
Qual foi o lucro líquido da Mater Dei no 2º trimestre de 2026?
A Rede Mater Dei (MATD3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 45 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 66% ante os R$ 27 milhões de igual período de 2025.
Qual foi o Ebitda da Mater Dei no 2º trimestre de 2026?
O Ebitda ajustado consolidado foi de R$ 139 milhões no segundo trimestre, aumento de 20% na comparação anual. No semestre, o Ebitda ajustado atingiu R$ 268,6 milhões.
Qual é a dívida líquida da Mater Dei?
A dívida líquida fechou o trimestre em R$ 763 milhões, redução de 1,1% ante os R$ 772 milhões do segundo trimestre de 2025. A alavancagem recuou de 1,6 vez para 1,5 vez.
Quando começa a obra do novo hospital da Mater Dei em São Paulo?
As obras do novo hospital no bairro de Santana, em São Paulo, têm previsão de início em setembro, com entrega prevista para 2029.
Qual foi a receita líquida da Mater Dei no 2º trimestre de 2026?
A receita líquida consolidada foi de R$ 614 milhões no trimestre, evolução de 12,4% na comparação anual. No semestre, somou R$ 1,188 bilhão, alta de 13,7%.

