Mais uma reviravolta em Minas Gerais: Federação União-PP retoma apoio a Mateus Simões e isola Marcelo Aro
A eleição em Minas Gerais ganhou mais um capítulo nesta quarta (5). A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), voltou a apoiar a reeleição do governador Mateus Simões (PSD), ex-vice de Romeu Zema (Novo). O anúncio veio em nota à imprensa, após dias de negociação e um rompimento que parecia definitivo.
A federação indicou Danilo de Castro (União), ex-deputado federal e um dos principais secretários das gestões de Aécio Neves (PSDB) no Estado, como vice de Simões. A articulação foi capitaneada pelo próprio governador e pelo presidente do PSD mineiro, o deputado estadual Cássio Soares (PSD).
O rompimento que quase foi
Há menos de uma semana, o ex-secretário da Casa Civil, Marcelo Aro (PP), que inicialmente seria o candidato ao Senado na chapa de Simões, informou o governador que estava rompendo com ele. A intenção era articular a própria candidatura ao Palácio Tiradentes.
O cálculo de Aro era que, com a desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), ele conseguiria o apoio do PL e do Republicanos. Assim, seria o palanque de Flávio Bolsonaro (PL) em Minas Gerais. Mas o plano ruiu.
Flávio Bolsonaro optou por lançar o empresário Flávio Roscoe (PL) como candidato ao governo e seu palanque no Estado. Sem esse apoio, a estratégia de Aro perdeu força.
A reação de Zema e o isolamento
Zema, que levou Aro para o governo, o chamou de "ave de rapina" e de traidor. Simões também deu uma série de declarações criticando o ex-aliado. O clima era de ruptura total.
Diante do cenário, a federação retomou as negociações com Mateus Simões. O acordo foi anunciado em nota: "Como parte do entendimento político, a Federação UP indicará o ex-deputado federal Danilo de Castro para compor a chapa como candidato a vice-governador e o ex-deputado federal Marcelo Aro para disputar uma das vagas ao Senado Federal".
Na prática, porém, Aro ficou isolado dentro da coligação governista. A campanha de Simões informou que ele concorrerá de forma avulsa, ou seja, sem que o governador divida o palanque ou peça votos para ele.
O que muda na chapa ao Senado
Para compensar o Partido Novo, que originalmente ficaria com a vice, Simões apoiará a candidatura do advogado Marco Antônio Costa (Novo), conhecido como Superman, ao Senado.
"O candidato a vice-governador será Danilo de Castro. Não haverá coligação para a candidatura ao Senado, sendo confirmados: pelo PSD a candidatura isolada de Carlos Viana, candidato à reeleição, de Marcelo Aro, pela Federação União Progressista e de Superman, pelo Novo", informou a campanha de Simões.
Antes, a chapa ao Senado seria formada somente por Aro e pelo senador Carlos Viana (PSD). Esse foi um dos motivos para o rompimento: Aro não aceitava concorrer junto com Viana e queria que a candidatura do presidente da CPMI fosse retirada.
E o Republicanos?
O Republicanos ainda não deixou claro o que fará. Informações de bastidores em Minas Gerais indicam que o diretório estadual pode protocolar a candidatura de Cleitinho a governador, mesmo sem o aval da direção nacional. Isso provavelmente levaria a uma novela judicial.
Para quem acompanha a política mineira, o cenário segue incerto. A eleição em Minas Gerais mostra como alianças podem mudar em poucos dias. eleições 2026 em Minas Gerais
Perguntas Frequentes
Por que Marcelo Aro rompeu com Mateus Simões?
Aro queria ser o candidato ao Senado na chapa de Simões, mas não aceitava concorrer junto com Carlos Viana. Ele tentou articular a própria candidatura ao governo, mas o plano ruiu quando Flávio Bolsonaro lançou Flávio Roscoe como candidato.
Quem é Danilo de Castro?
Danilo de Castro é ex-deputado federal e um dos principais secretários das gestões de Aécio Neves no Estado. Ele foi indicado pela federação União-PP como vice de Mateus Simões.
O que significa concorrer de forma avulsa?
Significa que Marcelo Aro disputará o Senado sem que o governador Simões divida o palanque ou peça votos para ele. A candidatura existe, mas sem apoio explícito da coligação.
O que o Republicanos vai fazer?
Ainda não está claro. O diretório estadual pode protocolar a candidatura de Cleitinho a governador, mesmo sem aval da direção nacional, o que poderia gerar uma disputa judicial.
