A pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial de 2026, divulgada nesta segunda-feira (31), trouxe a primeira mudança relevante nas 12 rodadas da série iniciada em março. No primeiro turno, as duas primeiras posições seguem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39%, e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 33%. Na terceira colocação está Augusto Cury, com 11%.
Lula recuou 2 pontos ante 41% no levantamento de 24 de agosto, Flávio Bolsonaro caiu 4 pontos sobre os 37%, e Cury cresceu 9 pontos sobre os 2%, abrindo vantagem fora da margem de erro de 2 pontos porcentuais sobre todos os outros adversários. Ronaldo Caiado (PSD) manteve os 5%, Renan Santos (Missão) permaneceu em 3% e Romeu Zema (Novo) foi de 3% para 1%.
A alta nas intenções de voto de Cury coincide com o início da campanha eleitoral, seguido de sua participação no debate da Rede Bandeirantes, seu crescimento nas redes sociais e sua presença em sabatinas, especialmente a da Rede Globo, no sábado (29), durante o período do levantamento. Cury não tem tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.
A nova pesquisa também testou um cenário com a inclusão de Pablo Marçal como candidato do PRTB. O nome do partido ainda está indefinido, já que o coach obteve na Justiça sua refiliação, segue inelegível pelo TRE-SP e proibido de fazer campanha pelo TSE. Nesse cenário, Lula saiu de 40% para 37%, Flávio Bolsonaro de 34% para 31%, e Cury de 2% para 11%, como no primeiro cenário. Caiado variou de 5% para 6% e Marçal aparece com 3%, ante 4% no levantamento passado, empatado com Renan Santos.
Para 78% dos que mencionaram algum candidato, a decisão de voto está tomada e não mudará, ante 80% há uma semana. Em um eventual segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro seguiram empatados tecnicamente, com 46% e 45%, respectivamente. Contra Caiado, Lula teria vantagem de 45% a 44%, também em empate técnico. Contra Zema, Lula teria 46% a 41%, acima da margem de erro. Se o adversário fosse Renan Santos, o presidente venceria por 47% a 38%.
A rejeição a Lula permaneceu em 49% e a de Flávio Bolsonaro variou de 48% para 50%. O potencial de voto de Lula foi de 50% para 49% e o de Flávio Bolsonaro ficou em 47%. A pesquisa foi realizada por telefone com 2005 eleitores maiores de 16 anos entre sexta-feira (28) e domingo (30) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com índice de confiança de 95%, e o registro é BR-08900/2026 no TSE.