# Lula sobre tarifaço: só falará após Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo

> O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionou qualquer negociação sobre tarifas comerciais com os Estados Unidos a uma manifestação oficial do presidente Donald Trump. Lula declarou que "ninguém vencerá o Brasil mentindo", indicando uma postura de barganha do governo brasileiro diante da guerra comercial entre os países.

*Viva Capital · Economia · 17 de julho de 2026 · Patrícia Mendonça*

Lula afirmou que só discutirá tarifaço com os EUA após manifestação oficial de Trump e que 'ninguém vencerá o Brasil mentindo'. A declaração, em meio à guerra comercial, expõe a estratégia de barganha do governo brasileiro.

## Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira (8) que só discutirá o tarifaço comercial com os Estados Unidos depois que o presidente Donald Trump se manifestar oficialmente sobre o tema. Em discurso, Lula afirmou que 'ninguém vencerá o Brasil mentindo', em referência às acusações de que o Brasil estaria praticando barreiras comerciais desleais. A fala ocorre em meio à escalada de tarifas entre os dois países, que já afeta setores como aço, alumínio e suco de laranja.

## O que Lula disse sobre o tarifaço de Trump

Segundo Lula, o Brasil não aceitará pressões baseadas em informações falsas. 'Ninguém vencerá o Brasil mentindo. Nós vamos esperar o presidente Trump se manifestar oficialmente para aí sim sentar e negociar', afirmou o presidente. A declaração foi feita durante evento em Brasília, sem citar diretamente as tarifas de 25% sobre o aço brasileiro anunciadas por Trump no mês passado.

Lula deixou claro que a negociação só ocorrerá após uma posição formal dos EUA. 'Não vou negociar com base em tuítes ou declarações de assessores. Quero ouvir do presidente o que ele quer', completou. A postura reflete uma estratégia de barganha: o Brasil aguarda o movimento americano para calibrar sua resposta.

## Contexto da guerra comercial entre Brasil e EUA

A relação comercial entre os dois países entrou em nova fase de tensão após Trump anunciar tarifas sobre produtos brasileiros. O aço brasileiro, que responde por cerca de 12% das importações americanas do produto, foi taxado em 25%. Em contrapartida, o Brasil já sinalizou que pode retaliar com tarifas sobre produtos americanos como etanol, armas e medicamentos.

O tarifaço não se limita ao aço. Trump ameaçou sobretaxar também o suco de laranja brasileiro, que domina 70% do mercado americano. A medida, se concretizada, elevaria o preço da bebida nos EUA e prejudicaria os produtores brasileiros.

## A estratégia de Lula: esperar para negociar

A fala de Lula revela uma tática de negociação. Ao condicionar o diálogo a uma manifestação formal de Trump, o presidente brasileiro ganha tempo e evita reagir a provocações. 'O Brasil não vai se curvar a ameaças. Vamos defender nossa indústria e nosso povo', disse Lula, reforçando o discurso de soberania.

Especialistas apontam que a espera pode ser vantajosa. 'Trump é volátil. Se Lula negociar agora, pode ceder em pontos que depois se mostrem desnecessários. Melhor esperar a poeira baixar', avalia o economista Carlos Alberto Sardenberg, em artigo publicado no jornal O Globo.

## Repercussão internacional e riscos para o Brasil

A declaração de Lula gerou reações mistas. Nos EUA, a imprensa destacou o tom desafiador. O Wall Street Journal classificou a fala como 'retórica nacionalista' que pode endurecer a posição de Trump. Já analistas brasileiros veem a postura como calculada. 'Lula sabe que o Brasil tem margem para negociar. O país é um dos maiores fornecedores de aço e suco de laranja para os EUA. Trump também precisa do Brasil', afirma a economista Mônica de Bolle, da PUC-Rio.

O risco, porém, é real. Se Trump interpretar a fala como desrespeito, pode acelerar as tarifas e incluir novos produtos. O Brasil, por sua vez, já prepara uma lista de retaliação que inclui etanol, armas e medicamentos americanos. A guerra comercial pode custar bilhões aos dois lados.

## O que esperar dos próximos passos

A expectativa é que Trump se manifeste nos próximos dias. Lula deixou claro que, após a manifestação, o Brasil estará aberto ao diálogo. 'Queremos negociar, mas com respeito e com base em fatos. Mentiras não vão nos vencer', reiterou. Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores monitora o movimento americano e prepara contra-medidas.

Para o contribuinte brasileiro, o tarifaço pode ter impacto indireto. Se a guerra comercial escalar, produtos americanos como eletrônicos e medicamentos podem ficar mais caros. Por outro lado, a proteção à indústria nacional pode preservar empregos em setores como siderurgia e agricultura.

## Perguntas Frequentes

### Lula realmente disse que 'ninguém vencerá o Brasil mentindo'?

Sim. A declaração foi feita em evento em Brasília, em resposta às acusações de Trump sobre barreiras comerciais brasileiras.

### Qual o motivo do tarifaço de Trump?

Trump alega que o Brasil pratica barreiras comerciais desleais, especialmente no setor de aço. O governo americano impôs tarifas de 25% sobre o aço brasileiro.

### O Brasil vai retaliar as tarifas americanas?

O governo brasileiro já prepara uma lista de retaliação que inclui etanol, armas e medicamentos. A medida será acionada caso as negociações não avancem.

### Como o tarifaço afeta o consumidor brasileiro?

Produtos americanos como eletrônicos e medicamentos podem ficar mais caros se a guerra comercial escalar. Por outro lado, a proteção à indústria nacional pode preservar empregos.

### Quando Lula vai negociar com Trump?

Lula condicionou a negociação a uma manifestação oficial de Trump. Após isso, o Brasil estará aberto ao diálogo.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/lula-diz-so-falara-tarifaco-apos-manifestacao-trump-ninguem-vencera-brasil-menti/
