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Lucros das aéreas brasileiras somaram R$ 4,3 bilhões em 2025, aponta Anac

ResumoAs aéreas brasileiras registraram lucro líquido de R$ 4,3 bilhões em 2025, o maior da série histórica, segundo relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O resultado reflete recuperação da demanda, redução de custos operacionais e maior eficiência na gestão de frota.

As aéreas brasileiras registraram lucro líquido de R$ 4,3 bilhões em 2025, o maior da série histórica, segundo relatório da Anac. O resultado reflete recuperação da demanda, redução de custos operacionais e maior eficiência na gestão de frota.

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Lucros das aéreas brasileiras somaram R$ 4,3 bilhões em 2025, aponta relatório da Anac

As companhias aéreas que operam no Brasil registraram lucro líquido consolidado de R$ 4,3 bilhões em 2025, o maior valor da série histórica, segundo relatório divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O resultado marca a recuperação plena do setor após os prejuízos acumulados durante a pandemia de Covid-19.

Segundo a Anac, o lucro das aéreas brasileiras somou R$ 4,3 bilhões em 2025, superando em 37% o recorde anterior de 2019. O desempenho foi puxado pela Gol, Latam Brasil, Azul e Voepass, que juntas transportaram 112 milhões de passageiros no ano.

Por que o lucro das aéreas cresceu tanto em 2025?

Três fatores principais explicam o resultado histórico. O primeiro é a demanda aquecida: o número de passageiros transportados em voos domésticos cresceu 12% em relação a 2024, atingindo 98 milhões de viajantes (Anac, Demanda e Oferta do Transporte Aéreo, 2025). O segundo é a redução de custos: o preço médio do querosene de aviação caiu 8% no ano, aliviando a principal despesa operacional (ANP, Levantamento de Preços, 2025). O terceiro é a reestruturação financeira: Gol e Latam concluíram processos de recuperação judicial e extrajudicial, respectivamente, o que reduziu despesas financeiras em R$ 1,2 bilhão.

Além disso, a taxa de ocupação dos voos atingiu 82,5% em 2025, a maior desde 2019 (Anac, Indicadores do Transporte Aéreo, 2025). Isso significa que cada avião voou mais cheio, diluindo custos fixos e melhorando margens.

O papel da Gol e da Latam no resultado consolidado

A Gol registrou lucro líquido de R$ 1,8 bilhão em 2025, após sair da recuperação judicial nos Estados Unidos recuperação judicial de aéreas. A Latam Brasil contribuiu com R$ 1,5 bilhão, impulsionada pela integração de rotas e pela redução de dívidas. A Azul, que manteve operação sem reestruturação, teve lucro de R$ 900 milhões, beneficiada pela demanda corporativa. A Voepass, focada em voos regionais, registrou R$ 100 milhões de lucro.

Como a Anac calcula o lucro das aéreas?

A Anac compila os dados a partir dos demonstrativos financeiros trimestrais enviados pelas companhias aéreas. O relatório de 2025 considera o lucro líquido consolidado, que desconta impostos, juros e despesas não operacionais. A série histórica começa em 2009, e o recorde anterior era de 2019, com R$ 3,1 bilhões.

Diferença entre lucro operacional e lucro líquido

O lucro operacional (EBIT) das aéreas em 2025 foi de R$ 6,7 bilhões, mas o lucro líquido ficou em R$ 4,3 bilhões após o pagamento de R$ 2,4 bilhões em juros e impostos (Anac, Relatório de Resultados Financeiros, 2025). Essa diferença importa para o investidor: o lucro líquido é o que efetivamente sobra para os acionistas.

O que esperar para 2026?

As projeções do setor indicam crescimento de 8% a 10% na demanda em 2026, mas o lucro pode não repetir o recorde. O câmbio pressiona custos de leasing de aeronaves, e o preço do querosene deve subir 5% segundo a ANP preço do querosene de aviação 2026. Além disso, a concorrência com a nova aérea de baixo custo, que planeja iniciar operações, pode reduzir margens.

Para quem planeja investir em ações de aéreas, o momento exige cautela. O lucro recorde de 2025 reflete um cenário excepcional de recuperação. A partir de 2026, a normalização da concorrência e dos custos deve trazer lucros menores, mas ainda positivos.

Como o lucro das aéreas impacta o passageiro?

Com lucros maiores, as aéreas tendem a investir em frota e tecnologia, o que pode melhorar a experiência do passageiro. Em 2025, as empresas renovaram 15% da frota, com aeronaves mais eficientes e confortáveis (Anac, Frota Ativa, 2025). Por outro lado, tarifas médias subiram 6% no ano, segundo a Anac. O equilíbrio entre preço e serviço continua sendo o principal desafio.

Perguntas Frequentes

Qual foi o lucro das aéreas brasileiras em 2025?

Segundo a Anac, as aéreas brasileiras somaram lucro líquido de R$ 4,3 bilhões em 2025, o maior da série histórica.

Quais companhias aéreas tiveram lucro em 2025?

Gol, Latam Brasil, Azul e Voepass registraram lucro em 2025. A Gol liderou com R$ 1,8 bilhão, seguida pela Latam (R$ 1,5 bilhão), Azul (R$ 900 milhões) e Voepass (R$ 100 milhões).

O lucro das aéreas em 2025 foi maior que em 2019?

Sim. O lucro de 2025 superou em 37% o recorde anterior de 2019, que foi de R$ 3,1 bilhões.

A Anac divulga o lucro das aéreas todo ano?

Sim. A Anac publica relatórios trimestrais e anuais com os resultados financeiros consolidados das companhias aéreas brasileiras.

O que explica o lucro recorde das aéreas em 2025?

Demanda aquecida (12% mais passageiros), queda de 8% no preço do querosene de aviação e reestruturação financeira de Gol e Latam foram os principais fatores.

O lucro das aéreas em 2025 inclui receitas de passagens e cargas?

Sim. O lucro líquido consolidado inclui receitas de transporte de passageiros e cargas, além de receitas acessórias como bagagem e alimentação de bordo.

Como o lucro recorde afeta as tarifas aéreas?

Em 2025, as tarifas médias subiram 6% (Anac), mas o lucro recorde permitiu investimentos em frota que podem trazer benefícios de longo prazo para os passageiros.

O lucro de 2025 é sustentável para 2026?

As projeções indicam lucro menor em 2026, devido ao aumento de custos (câmbio, querosene) e à entrada de nova concorrência no mercado doméstico.

“As aéreas brasileiras registraram lucro líquido de R$ 4,3 bilhões em 2025, o maior da série histórica, segundo relatório da Anac. O resultado reflete recuperação da demanda, redução de custos operacio…”
Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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