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Lucro da Caixa cresce 5,9% e chega a R$ 3,9 bi no 2º trimestre

ResumoA Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, com crescimento de 5,9% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho positivo foi impulsionado pela expansão do crédito imobiliário, enquanto a inadimplência no agronegócio permanece como fator de atenção para o banco estatal.

A Caixa Econômica Federal teve lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 5,9% ante 2025. Crédito imobiliário cresce, mas inadimplência no agronegócio preocupa.

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Lucro da Caixa cresce 5,9% e chega a R$ 3,9 bi no 2º trimestre
Foto: Viva Capital · Lucro da Caixa cresce 5,9% e chega a R$ 3,9 bi no 2º trimestre · 27 ago 2026

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre, o crescimento foi de 12,4%. No primeiro semestre, porém, o lucro recorrente somou R$ 7,4 bilhões, queda de 17,6% em 12 meses.

Divulgado nesta quarta-feira (26), o resultado mostra forte expansão do crédito, especialmente no financiamento imobiliário, mas com aumento da inadimplência e a necessidade de elevar provisões para perdas.

A margem financeira, que representa os ganhos do banco com operações que envolvem juros, alcançou R$ 19,7 bilhões no trimestre, crescimento de 20,2% em um ano. A carteira de crédito total chegou a R$ 1,448 trilhão em junho, alta de 11,9% em 12 meses e de 2,7% no trimestre.

O crédito imobiliário continua sendo o principal negócio do banco e representa 69,4% da carteira total. O saldo dessa carteira atingiu R$ 1,005 trilhão, crescimento de 15% em um ano. De abril a junho, as contratações de financiamento imobiliário somaram R$ 137,6 bilhões, alta de 29,3% na comparação anual. A Caixa manteve a liderança no mercado habitacional, com participação de aproximadamente 68%.

Apesar do crescimento do crédito, a inadimplência avançou. O índice de operações com atraso superior a 90 dias ficou em 3,64%, contra 2,66% um ano antes. O principal ponto de atenção está no agronegócio: a inadimplência no segmento chegou a 20,74%, ante 7,02% no segundo trimestre de 2025. A carteira imobiliária, que concentra a maior parte dos empréstimos, apresentou índice bem inferior ao registrado nas demais modalidades.

Diante do aumento do risco de crédito, a Caixa ampliou os recursos destinados a cobrir possíveis perdas. A despesa com provisões para perdas de crédito alcançou R$ 6,97 bilhões no segundo trimestre, alta de 97,6% em relação ao mesmo período de 2025 e de 6,9% ante os três primeiros meses deste ano. Segundo o banco, a forte concentração em financiamentos habitacionais e operações com garantias contribui para reduzir as perdas esperadas e dar maior estabilidade ao crédito.

Mesmo com o aumento do lucro no segundo trimestre, a rentabilidade recuou. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 9,16%, queda de 2,7 pontos percentuais em relação a junho de 2025. A receita com prestação de serviços somou R$ 7,54 bilhões, alta de 12,9% em 12 meses. As despesas administrativas chegaram a R$ 11,44 bilhões, crescimento anual de 5,9%.

Para quem acompanha os números da Caixa, o contraste entre o lucro trimestral e a queda no semestre reforça a leitura de que o banco cresce em crédito, mas paga o preço do risco. O avanço da inadimplência no agronegócio, em especial, merece acompanhamento. Ainda assim, a concentração em habitação, com garantia real, dá alguma estabilidade ao resultado. Como sempre, vale conferir os próximos balanços para ver se a provisão extra foi suficiente.

“A Caixa Econômica Federal teve lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 5,9% ante 2025. Crédito imobiliário cresce, mas inadimplência no agronegócio preocupa.”
Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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