Log (LOGG3) lucra R$ 58,7 milhões no 2T26, queda anual de 32,6%; veja os números da companhia
A Log Commercial (LOGG3) registrou lucro líquido de R$ 58,7 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), uma queda de 32,6% em relação ao mesmo período de 2025. O balanço foi divulgado nessa quinta-feira (6). A companhia, que desenvolve, aluga e administra galpões logísticos, viu o resultado ser pressionado por custos e despesas, mas manteve crescimento na receita e na entrega de novos projetos.
Resposta direta: No 2T26, a Log (LOGG3) lucrou R$ 58,7 milhões, 32,6% menos que no 2T25. O Ebitda ficou em R$ 79,8 milhões, com recuo de 43,2%. A receita líquida cresceu 7,3%, para R$ 66 milhões. A dívida líquida ajustada sobre Ebitda caiu de 1,7 vez para 0,8 vez, menor nível desde 2024.
Por que o lucro da Log caiu no 2T26?
A queda de 32,6% no lucro líquido veio acompanhada de um recuo ainda maior no Ebitda, que caiu 43,2% na base anual. Em valores, o Ebitda passou de um patamar superior no 2T25 para R$ 79,8 milhões. A companhia não detalhou os fatores específicos da redução, mas o movimento ocorre em um cenário de juros elevados, com a Selic em 14%, o que encarece o custo da dívida e pressiona resultados de empresas do setor imobiliário e de logística.
Receita líquida cresce 7,3%, mas ritmo desacelera
A receita líquida da Log somou R$ 66 milhões no 2T26, um avanço de 7,3% em 12 meses. O crescimento veio principalmente da entrega de novos projetos e do reajuste de contratos. Apesar do avanço, o ritmo é inferior ao visto em trimestres anteriores, o que ajuda a explicar a compressão de margens.
Dívida líquida sobre Ebitda atinge menor nível desde 2024
Um dos destaques positivos do balanço foi a alavancagem. A relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda caiu para 0,8 vez no 2T26, ante 1,7 vez no 2T25. Segundo a companhia, esse é o menor nível desde 2024. A redução indica maior folga financeira para novos investimentos ou para distribuição de dividendos, embora o Ebitda menor exija cautela na leitura do indicador.
Entrega de 81,5 mil m² com 100% de pré-locação
Entre abril e junho, a Log entregou 81,5 mil metros quadrados (m²) de Área Bruta Locável (ABL), todos com 100% de pré-locação. Segundo a companhia, o resultado reflete "a elevada demanda pelos ativos e a assertividade na seleção de mercados". A pré-locação total elimina o risco de vacância inicial e garante receita desde o primeiro dia de operação.
Absorção bruta sobe 24,5% e ticket médio avança 17,8%
Na locação, a absorção bruta alcançou 108 mil m² no 2T26, alta de 24,5% em relação ao 2T25. O ticket médio ficou em R$ 25,03 por metro quadrado, avanço de 17,8% em 12 meses. A combinação de maior volume locado com preços mais altos indica demanda firme por galpões logísticos de alto padrão, mesmo com a economia mais lenta.
Vacância e inadimplência sobem levemente
A vacância do portfólio da empresa ficou em 1,02% no 2T26, contra 0,93% no 2T25. A inadimplência líquida subiu de 0,35% para 0,49% no mesmo período. Os números seguem baixos em termos absolutos, mas a direção ascendente merece atenção, especialmente em um cenário de juros altos que pode afetar a capacidade de pagamento de locatários menores.
Serviços: área administrada cresce 24,3%
Na área de serviços, a Log administrava cerca de 3 milhões de m² de ABL ao final de junho, crescimento de 24,3% na comparação anual. Esse segmento, que inclui gestão de ativos de terceiros, tem se tornado uma fonte relevante de receita recorrente e ajuda a diversificar o modelo de negócio para além da locação própria.
O que esperar da Log nos próximos trimestres?
Com a Selic em 14%, o custo de capital continua alto, o que tende a limitar novos lançamentos e a pressionar a avaliação de ativos. Por outro lado, a baixa vacância (1,02%) e a pré-locação total dos projetos entregues indicam que a demanda por galpões logísticos segue forte. Para o investidor, a queda no lucro e no Ebitda precisa ser ponderada contra a melhora na alavancagem e o crescimento da receita. como analisar balanços de empresas de logística
Impacto para o consumidor e para o mercado de galpões
A desaceleração do lucro da Log não afeta diretamente o consumidor final, mas reflete o custo do dinheiro no Brasil. Galpões logísticos são essenciais para o comércio eletrônico e para a distribuição de bens. Quando as empresas do setor reduzem investimentos, o efeito pode aparecer em prazos de entrega e em custos logísticos repassados ao varejo. Acompanhar a saúde financeira de empresas como a Log ajuda a antecipar movimentos no setor. impacto dos juros no setor imobiliário
Perguntas Frequentes
A Log pagou dividendos no 2T26?
O balanço divulgado não menciona pagamento de dividendos no período. A companhia informou apenas os resultados de lucro, Ebitda, receita e indicadores operacionais.
O que é Ebitda e por que ele caiu mais que o lucro?
Ebitda é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. No 2T26, ele caiu 43,2%, para R$ 79,8 milhões, enquanto o lucro líquido caiu 32,6%. A diferença ocorre porque o lucro líquido inclui efeitos financeiros e tributários que podem suavizar ou amplificar a variação operacional.
A vacância de 1,02% é considerada alta?
Não. É um nível muito baixo, próximo ao pleno emprego dos ativos. No 2T25, a vacância era ainda menor, de 0,93%, mas a oscilação é pequena e não indica deterioração relevante do portfólio.
A queda no lucro afeta a capacidade da Log de entregar novos projetos?
A relação dívida líquida/Ebitda caiu para 0,8 vez, o que indica folga financeira. Apesar do Ebitda menor, a companhia mantém baixa alavancagem e pré-locação total dos projetos entregues, o que sugere capacidade de continuar investindo. como avaliar a saúde financeira de uma empresa
Quando a Log divulgará o resultado do 3T26?
A companhia não informou a data. O balanço do 2T26 foi divulgado nessa quinta-feira (6), e o próximo resultado deve sair entre outubro e novembro, seguindo o calendário usual de divulgações.
