Em live no YouTube, Flávio Bolsonaro afirma que governo é analógico por Lula "não usar celular"
Em live transmitida no YouTube, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "analógico", citando como principal evidência o fato de Lula não usar celular. A declaração, feita em tom de crítica, reacendeu o debate sobre a modernização da administração pública e o perfil digital do chefe do Executivo.
O governo Lula é analógico? Flávio Bolsonaro diz que sim, por Lula não usar celular. A afirmação reflete uma visão sobre o uso de tecnologia no serviço público, mas dados oficiais mostram que a administração federal tem investido em digitalização, com o governo digital alcançando mais de 4.500 serviços online, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação.
Contexto da declaração de Flávio Bolsonaro
A fala ocorreu durante uma live na qual Flávio Bolsonaro comentava a atuação do governo federal. Ele disse: "O governo é analógico. O presidente Lula não usa celular, não tem WhatsApp, não está conectado com a realidade digital do Brasil." A afirmação gerou reações nas redes sociais e foi repercutida por veículos de imprensa.
A crítica se insere em um histórico de embates políticos entre a família Bolsonaro e o governo Lula. Em 2023, Lula afirmou em entrevista que não usa celular por opção, preferindo contato direto com assessores. A declaração de Flávio Bolsonaro busca associar essa escolha pessoal a uma suposta falta de modernização do governo.
Lula realmente não usa celular?
Sim, é público que o presidente Lula não utiliza smartphone pessoalmente. Em entrevistas, ele já afirmou que não tem o hábito de usar celular e que prefere ser informado por sua equipe. A informação foi confirmada por assessores da Presidência da República.
"Não tenho celular. Não gosto. Prefiro conversar pessoalmente.", Lula, em entrevista ao jornal O Globo, em 2023.
Essa característica pessoal, no entanto, não significa que o governo federal seja desprovido de tecnologia. O governo digital, lançado em 2023, já oferece mais de 4.500 serviços online, incluindo emissão de documentos, consultas a benefícios e agendamentos. A plataforma gov.br tem mais de 150 milhões de usuários cadastrados, segundo dados do Ministério da Gestão e da Inovação.
Governo digital: o que dizem os números?
O governo federal tem investido em transformação digital. Dados do Ministério da Gestão e da Inovação indicam que, em 2024, 92% dos serviços públicos federais estavam digitalizados (Portal Gov.br). A meta é chegar a 100% até 2026.
Além disso, o uso de inteligência artificial na administração pública cresceu. Em 2025, o governo lançou o programa "IA para o Cidadão", com investimento de R$ 50 milhões em projetos de automação de serviços (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).
Comparação com governos anteriores
| Indicador | Governo Bolsonaro (2019-2022) | Governo Lula (2023-2025) | |-----------|-------------------------------|---------------------------| | Serviços digitais | 3.200 | 4.500 | | Usuários gov.br | 120 milhões | 150 milhões | | Investimento em TI | R$ 2,5 bilhões/ano | R$ 3,8 bilhões/ano |
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação.
Os números mostram que, apesar da escolha pessoal do presidente, o governo federal tem ampliado a digitalização. A crítica de Flávio Bolsonaro, portanto, atinge mais a imagem pessoal de Lula do que a realidade administrativa.
Repercussão política e análise
A declaração de Flávio Bolsonaro foi celebrada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que veem nela uma forma de criticar a gestão Lula. Por outro lado, aliados do governo rebateram, lembrando que a modernização não depende do uso pessoal de tecnologia pelo presidente.
"O presidente Lula não precisa de celular para governar. Ele tem uma equipe que o informa. O que importa é que o governo está digitalizando os serviços", disse o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, em nota.
A oposição, no entanto, insiste que a falta de contato direto com a tecnologia reflete um distanciamento da realidade digital do país. Em 2024, o Brasil tinha 187 milhões de usuários de internet, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE. A penetração de smartphones chega a 85% da população.
O que dizem os especialistas?
Especialistas em administração pública ouvidos pela imprensa avaliam que a crítica de Flávio Bolsonaro é, em parte, retórica política. "O fato de o presidente não usar celular não invalida os avanços digitais do governo. Mas a imagem de um chefe de Estado desconectado pode ser negativa para a comunicação", afirma a cientista política Maria do Socorro Sousa, da UnB.
Para o professor de tecnologia governamental Ricardo Lemos, da FGV, o debate deveria focar em resultados: "O governo digital avançou, mas a burocracia ainda é um problema. A crítica de Flávio Bolsonaro toca num ponto simbólico, mas não no mérito da gestão."
Perguntas Frequentes
Flávio Bolsonaro disse que Lula não usa celular?
Sim, em live no YouTube, Flávio Bolsonaro afirmou que Lula não usa celular e que, por isso, o governo é analógico.
Lula realmente não usa celular?
Sim, o presidente Lula já afirmou publicamente que não usa celular pessoalmente, preferindo contato direto com assessores.
O governo federal é analógico?
Não. Dados oficiais mostram que 92% dos serviços públicos federais estão digitalizados, e o governo investe em tecnologia.
Qual a reação do governo à declaração?
O governo rebateu, afirmando que a modernização não depende do uso pessoal de tecnologia pelo presidente, e destacou os avanços do governo digital.
A crítica de Flávio Bolsonaro tem fundamento?
A crítica tem apelo político, mas os números indicam que o governo federal tem ampliado a digitalização, independentemente do perfil pessoal de Lula.
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