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Levantamento aponta uso de IA sem identificação por candidatos

ResumoO Observatório Lupa identificou 37 conteúdos gerados por inteligência artificial sem identificação em contas oficiais de candidatos. De 314 publicações suspeitas coletadas em 11 dias, 282 usaram IA, a maioria deepfakes, evidenciando uso eleitoral de conteúdo sintético não rotulado.

Um levantamento do Observatório Lupa identificou 37 conteúdos gerados por inteligência artificial sem qualquer identificação em contas oficiais de candidatos. Entre 314 publicações suspeitas coletadas em 11 dias, 282 usaram IA, a maioria deepfakes.

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Levantamento aponta uso de IA sem identificação por candidatos
Foto: Viva Capital · Levantamento aponta uso de IA sem identificação por candidatos · 11 set 2026

Um levantamento do Observatório Lupa encontrou pelo menos 37 conteúdos gerados com inteligência artificial (IA) publicados nas contas oficiais de candidatos em redes sociais. Em nenhum deles havia indicação da manipulação digital. O material foi coletado entre 16 e 26 de agosto.

A pergunta que fica para quem vota é simples: como saber se aquela imagem ou áudio veio de gente de verdade? Pelo levantamento, a resposta ainda depende quase só da boa-fé de quem publicou.

Do total de 314 conteúdos suspeitos coletados em redes sociais e aplicativos de mensagem, 282 usaram IA, segundo o Observatório Lupa. A maioria era deepfake, peças criadas para simular aparência, voz ou identidade de pessoas reais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, foi a maior vítima, aparecendo em 115 conteúdos. Flávio Bolsonaro (PL) ficou em segundo, com 56 registros.

O Facebook concentrou o maior volume de conteúdo enganoso, com 202 ocorrências, seguido do Instagram, com 62. São plataformas onde o compartilhamento corre solto e onde o eleitor costuma decidir o voto sem checar origem.

"O que chama atenção nesses 37 casos é que não são conteúdos publicados por contas anônimas. São publicações feitas pelas contas oficiais de candidatos e partidos, que têm a obrigação de informar ao eleitor quando utilizam inteligência artificial", alerta Cristina Tardáguila, gerente de inovação e formação e fundadora da Agência Lupa.

A regra existe. Em março deste ano, o TSE aprovou restrições ao uso de IA nas eleições, válidas para modificações com imagem e voz de candidatos ou pessoas públicas. A Corte eleitoral também reafirmou que provedores de internet podem ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.

O que sobra para o eleitor é cautela. Antes de repassar um vídeo ou áudio de campanha, vale checar se a peça traz aviso de uso de IA e se a conta que publicou é oficial. Se não houver identificação, o conteúdo é, no mínimo, suspeito.

como identificar deepfakes em vídeos de campanha

“Um levantamento do Observatório Lupa identificou 37 conteúdos gerados por inteligência artificial sem qualquer identificação em contas oficiais de candidatos. Entre 314 publicações suspeitas coletadas…”
Adriana Buarque · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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