# Leilões de petróleo em outubro terão recorde de áreas em disputa

> ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) confirmou recorde de áreas em disputa nos leilões de petróleo de outubro, com 13 blocos no pré-sal e 22 setores na concessão. A participação de empresas já está garantida, ampliando a oferta de áreas exploratórias no Brasil.

*Viva Capital · Economia · 06 de agosto de 2026 · Adriana Buarque*

A ANP confirmou que os leilões de petróleo de outubro terão número recorde de áreas em disputa. São 13 blocos no pré-sal e 22 setores na concessão, com participação de empresas já garantida.

## Leilões de petróleo em outubro terão recorde de áreas em disputa

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou, nesta quinta-feira (6), que as licitações de exploração de petróleo marcadas para outubro terão o maior número de áreas em disputa já registrado. Dois certames acontecem em 7 de outubro: o 4º Ciclo de Partilha, focado no pré-sal, oferta 13 blocos; o 6º Ciclo de Concessão, que licita as demais áreas, tem 22 setores. A relação completa foi publicada no Diário Oficial da União.

**O que isso significa para você?** Se você acompanha o setor de energia ou investe em petróleo, esse recorde indica mais oportunidades de exploração e, potencialmente, mais produção futura. Para o consumidor, a notícia reforça a importância do pré-sal na matriz energética brasileira.

## Por que este leilão é diferente?

Os 22 setores do leilão de concessão receberam declaração de interesse com garantia de oferta de 12 empresas. Já os 13 blocos do leilão de partilha têm a manifestação de seis empresas. Até 31 de agosto, empresas que ainda não declararam interesse, ou que já declararam, podem ampliar sua participação em outros setores ou blocos. Quem não cumprir o prazo pode entrar por meio de consórcio com empresas habilitadas.

## O que está em jogo: dois modelos, duas lógicas

O pré-sal, descoberto há 20 anos, mudou o jogo do petróleo no Brasil. Em 2010, o governo alterou o regime de exploração para as áreas submersas. Hoje, vigora o regime de partilha: a produção de óleo excedente (o saldo após custos) é dividida entre a empresa e a União. A vencedora é quem oferece a maior parcela do óleo ao governo.

No modelo de concessão, usado nos demais blocos, o risco de investir e encontrar (ou não) petróleo é da concessionária, que fica com todo o óleo e gás descobertos. Em troca, além do bônus de assinatura, a petrolífera paga royalties e participação especial em campos de grande produção.

## O papel da PPSA e o peso do pré-sal

Junto com a partilha, foi criada a Pré-Sal Petróleo (PPSA), estatal sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério de Minas e Energia. A PPSA representa a União no recebimento das receitas e vende o petróleo entregue pelas petroleiras.

O Polígono do Pré-Sal, no litoral do Sudeste, concentra os principais campos de produção. Em junho de 2026, dado mais recente da ANP, os campos do pré-sal responderam por 82% da produção nacional de petróleo e gás. A camada de sal pode chegar a 7 mil metros de profundidade.

## O histórico recente: o que os números mostram

Em outubro do ano passado, o 3º Ciclo da Oferta de Partilha terminou com cinco dos sete blocos arrematados. Os bônus de assinatura chegaram a quase 104 bilhões, com previsão de investimento mínimo de R$ 451,5 milhões na fase de exploração.

Já o leilão do 5º Ciclo da Oferta de Concessão, em junho de 2025, assinou 34 contratos. A arrecadação de bônus foi de cerca de R$ 989 milhões, com investimentos mínimos estimados em R$ 1,5 bilhão na exploração. Para quem acompanha o setor, esses números mostram o tamanho do interesse das empresas.

## O que esperar daqui para frente

Se você é empreendedor ou investidor, fique atento ao calendário. Até 31 de agosto, as empresas podem ampliar participação. Depois disso, os leilões de 7 de outubro prometem movimentar o setor. Acompanhar os resultados pode indicar tendências de produção e investimento no país.

## Perguntas Frequentes

### Quando acontecem os leilões de petróleo de outubro?

Os dois leilões estão marcados para 7 de outubro. O 4º Ciclo de Partilha oferta 13 blocos do pré-sal, e o 6º Ciclo de Concessão licita 22 setores.

### Qual a diferença entre partilha e concessão?

Na partilha, a produção excedente é dividida entre a empresa e a União. Na concessão, a empresa assume o risco e fica com todo o óleo e gás descobertos, pagando bônus, royalties e participação especial.

### Quem pode participar dos leilões?

Empresas de petróleo que declararam interesse com garantia de oferta. Até 31 de agosto, novas empresas podem se habilitar ou ampliar participação. Quem não cumprir o prazo pode entrar via consórcio.

### O que é a PPSA?

A Pré-Sal Petróleo é uma estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que representa a União no recebimento das receitas do pré-sal e vende o petróleo entregue pelas petroleiras.

### Qual o peso do pré-sal na produção nacional?

Em junho de 2026, os campos do pré-sal responderam por 82% da produção nacional de petróleo e gás, segundo a ANP.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/leiloes-petroleo-outubro-terao-recorde-areas-disputa/
