# Juros futuros têm tímida alta na esteira de títulos dos EUA: análise

> A curva de juros futuros brasileira registrou leve alta em todos os vencimentos, com taxas DI subindo entre 2 e 5 pontos-base. O movimento acompanhou a abertura dos títulos do Tesouro dos EUA, influenciado pela escalada de tensões no Oriente Médio e baixos volumes de negociação.

*Viva Capital · Economia · 21 de julho de 2026 · Henrique Salomão*

A curva de juros futuros fechou em leve alta em todos os vencimentos, acompanhando a abertura dos títulos do Tesouro dos EUA. As taxas DI subiram entre 2 e 5 pontos-base, em meio a escalada de tensões no Oriente Médio e volumes baixos de negociação. O mercado segue precificando c

A curva de juros futuros acompanhou a abertura dos títulos do Tesouro dos EUA e fechou em leve alta em todos os vencimentos. O movimento, ainda que tímido, reflete a pressão de fatores externos sobre o mercado doméstico.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu 2 pontos-base e fechou a 13,935%, ante 13,915% do fechamento anterior. Já a taxa de DI para janeiro de 2029 encerrou as negociações a 14,410%, ante 14,355% do fechamento anterior, avanço de 5 pontos-base. A DI para janeiro de 2036 avançou 4 pontos-base e terminou o dia a 14,635%, ante 14,595% do fechamento da última segunda-feira.

## Por que os juros futuros subiram?

O gatilho para a alta veio do mercado de títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, que subiram com a escalada de tensões geopolíticas. Por volta de 18h (horário de Brasília), o yield do Treasury de dois anos operava a 4,261%, ante 4,215% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos subia para 4,626%, de 4,598% do dia anterior.

O avanço na curva de juros acompanhou o recuo nos rendimentos dos Treasuries, em meio à continuidade das tensões no Oriente Médio. A guerra entrou no décimo dia consecutivo de ataques diretos entre Estados Unidos e Irã, com relatos de que Teerã recebeu uma proposta dos mediadores para um cessar-fogo de dez dias. Além disso, o grupo extremista Houthis ameaçou interromper o fluxo no Estreito de Bab-el-Mandeb, ampliando o conflito e aumentando a ameaça ao abastecimento energético global.

## Impacto no petróleo e na liquidez do mercado

Com as tensões elevadas, o barril do Brent para setembro subiu mais de 2% e fechou cotado a US$ 91,01 na Intercontinental Exchange, em Londres, no maior fechamento desde 10 de junho. Profissional ouvido pela Reuters chamou a atenção para os "volumes baixíssimos" negociados na sessão, em um período de férias de meio de ano que costuma afetar as mesas de operação. A agenda de indicadores econômicos esvaziada no Brasil e nos EUA também contribuiu para a liquidez menor.

## O que esperar da Selic?

O mercado seguiu mostrando os investidores posicionados para um corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, mas divididos sobre o encontro de setembro do Copom. Na atualização mais recente, a precificação das Opções do Copom negociadas na B3 apontava 78% de chance de redução de 25 pontos-base na Selic em agosto, contra 18,98% de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14,25% ao ano. cenário para a Selic em 2026

## Perguntas Frequentes

### O que são juros futuros?

Juros futuros são taxas negociadas no mercado para contratos com vencimento em datas futuras, como os DIs (Depósitos Interfinanceiros). Eles refletem as expectativas do mercado para a taxa básica de juros e outros fatores econômicos.

### Como os Treasuries afetam os juros brasileiros?

Os Treasuries são títulos do governo dos EUA e servem como referência global para o custo do dinheiro. Quando seus rendimentos sobem, pressionam as taxas de juros em outros países, incluindo o Brasil, especialmente em momentos de aversão ao risco.

### Qual a chance de corte da Selic em agosto?

Segundo a precificação das Opções do Copom na B3, havia 78% de chance de redução de 25 pontos-base na Selic em agosto, contra 18,98% de probabilidade de manutenção em 14,25% ao ano.

### O que explica os volumes baixos no mercado?

Os volumes baixíssimos são típicos do período de férias de meio de ano, que afeta as mesas de operação. A agenda de indicadores econômicos esvaziada no Brasil e nos EUA também contribuiu para a liquidez menor.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/juros-futuros-tem-timida-alta-esteira-titulos-eua/
