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Juros futuros sobem com Treasuries antes de IPCA e Copom

ResumoA curva de juros futuros brasileira abriu a semana em alta, refletindo o movimento dos rendimentos dos Treasuries e a tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã. Investidores monitoram o IPCA e a ata do Copom para ajustar expectativas sobre a próxima decisão do Banco Central. O cenário externo adverso pressiona os prêmios de risco domésticos.

A curva de juros brasileira abriu a semana em alta, acompanhando os rendimentos dos Treasuries, em meio à tensão entre EUA e Irã. Investidores aguardam IPCA e ata do Copom para calibrar apostas na próxima reunião do Banco Central.

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Foto: Viva Capital · Consórcio Alupar e Axia vence relicitação de transmissão de · 10 ago 2026

Juros futuros sobem na esteira dos Treasuries antes de IPCA e ata do Copom

A curva de juros brasileira abriu a semana em alta, puxada pelo movimento dos títulos do Tesouro dos EUA, em meio à retomada da tensão entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz. Nesta segunda-feira (10), os investidores ajustaram posições antes de uma agenda cheia: IPCA de julho e ata do Copom saem amanhã (11).

O que aconteceu com os juros futuros hoje

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou perto da estabilidade, a 13,740%, ante 13,745% do fechamento anterior.

Já a DI para janeiro de 2029, de médio prazo, subiu 6 pontos-base, para 14,100%, contra 14,035% da sessão passada. No longo prazo, o contrato para janeiro de 2036 avançou 11 pontos-base, encerrando a 14,515%, ante 14,405% da última sexta-feira (7).

Por que os Treasuries pressionam os juros brasileiros

Lá fora, o rendimento dos Treasuries subiu. Por volta de 18h (horário de Brasília), o yield do título de dois anos, mais sensível à política monetária, operava a 4,243%, ante 4,204% do ajuste anterior. O de dez anos, referência para financiamentos e dívidas de cartão, subia para 4,709%, de 4,658%.

Segundo Lais Costa, analista da Empiricus Research, "os mercados de juros e moedas globais estão reagindo principalmente à esticada dos preços de petróleo, na ausência de indicadores relevantes na agenda macroeconômica".

IPCA e ata do Copom: o que esperar

O mercado ficou em compasso de espera pela ata da última decisão do Copom, que cortou a Selic para 14% ao ano, e pelo IPCA de julho. Os dados saem nesta terça-feira (11) e devem ajudar a calibrar a aposta em novo corte na reunião de setembro.

Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram pela sexta semana seguida a expectativa de inflação para dezembro, de 5,03% para 5,02%, segundo o Relatório Focus. A projeção para a Selic ficou em 13,75% e a do câmbio, em R$ 5,20.

O cenário nos EUA

Nos EUA, o CPI e o PPI saem na quarta (12) e quinta-feira (13). Os dados podem confirmar ou reverter o alívio dado pelo payroll fraco de julho às apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve em setembro.

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 51,7% de chance de alta de 0,25 ponto percentual, ante 44,4% da sexta-feira. A probabilidade de manutenção na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 48,3%.

O que isso significa para você

Se você tem dívidas atreladas a taxas de juros ou pensa em financiar um imóvel, a alta dos juros futuros pode encarecer essas operações. O movimento desta segunda reflete a cautela do mercado, e a leitura dos próximos dias será crucial para entender o rumo da Selic.

Perguntas Frequentes

O que são juros futuros?

São taxas negociadas em contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) que indicam a expectativa do mercado para a taxa de juros em uma data futura. Eles servem de referência para títulos e financiamentos.

Como os Treasuries afetam os juros brasileiros?

Quando os rendimentos dos títulos dos EUA sobem, investidores globais tendem a exigir prêmios maiores em mercados emergentes, pressionando as taxas locais para cima.

Quando sai o IPCA de julho?

O IBGE divulga o IPCA de julho nesta terça-feira (11), junto com a ata da última reunião do Copom.

O que é o Relatório Focus?

É uma pesquisa semanal do Banco Central com economistas de bancos e consultorias sobre projeções para inflação, juros e câmbio. A última edição reduziu a expectativa de IPCA para 5,02% em dezembro.

A Selic vai cair em setembro?

O mercado ajusta apostas após o IPCA e a ata. Na última decisão, o Copom cortou a Selic para 14% ao ano, e a próxima reunião é em setembro.

Lembre-se: juros futuros são voláteis e refletem expectativas. Não há garantia de retorno, e decisões de investimento devem considerar seu perfil e tolerância ao risco.

“A curva de juros brasileira abriu a semana em alta, acompanhando os rendimentos dos Treasuries, em meio à tensão entre EUA e Irã. Investidores aguardam IPCA e ata do Copom para calibrar apostas na pró…”
Thiago Vasques · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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