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Juros futuros recuam com eleições em foco; veja o impacto

ResumoOs juros futuros brasileiros recuaram na terça-feira (8) em reação às pesquisas eleitorais, que reduziram a percepção de risco fiscal. O movimento refletiu a precificação de um cenário político mais estável, com impacto direto na curva de juros e nos ativos de renda fixa. A queda das taxas indica maior apetite por risco entre investidores domésticos.

Os juros futuros recuaram na terça-feira (8), com as pesquisas eleitorais no Brasil ditando o humor dos investidores. Entenda o movimento e o impacto no mercado.

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Juros futuros recuam com eleições em foco; veja o impacto
Foto: Viva Capital · Juros futuros recuam com eleições em foco; veja o impacto · 08 set 2026

Os juros futuros recuaram em quase todos os vencimentos nesta terça-feira (8), com o cenário eleitoral no Brasil no foco dos investidores. O movimento destoou dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, que subiram com o avanço do conflito no Oriente Médio.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, encerrou a 13,575%, ante 13,571% do fechamento anterior, perto da estabilidade. Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, fechou a 13,815%, contra 13,885% do ajuste anterior, um recuo de mais de 7 pontos-base. O vencimento de longo prazo, janeiro de 2036, caiu 19,5 pontos-base e terminou o dia a 14,015%, ante 14,200% da última sexta-feira (6).

O que explica esse movimento? As pesquisas eleitorais. Divulgadas na segunda e nesta terça, respectivamente, os levantamentos Quaest e BTG/Nexus apontam o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tecnicamente empatados em eventual segundo turno. Na Quaest, ambos aparecem com 41%. Na Nexus, o senador registrou 46%, contra 45% do petista.

O economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, avalia que a reação positiva do mercado às pesquisas se concentra no embate entre os dois principais oponentes. "O driver é o mesmo da Bolsa e do dólar: Todo mundo olhando um melhor cenário estrutural do Brasil", afirma, acrescentando que a realização de reformas possibilitaria um alívio mais consistente nas medidas de risco-país.

Nesta terça-feira, o Bank of America (BofA) elevou a recomendação de ações do Brasil para compra, citando que a desaceleração da atividade econômica e da inflação pode permitir um ciclo de afrouxamento monetário mais profundo. O sócio-fundador da Eytse Estratégia, Sérgio Goldenstein, destaca que o Tesouro vem aproveitando a janela favorável para emitir mais papéis prefixados e atrelados à inflação.

Para o investidor comum, a queda nos juros futuros tende a beneficiar quem busca renda fixa prefixada ou títulos atrelados à inflação, já que as taxas atuais ainda estão em patamares elevados. Por outro lado, o cenário global segue incerto: com o ataque dos houthis à infraestrutura energética da Arábia Saudita, os preços do petróleo chegaram a operar na faixa dos US$ 100, o que pode reacender temores inflacionários. Vale acompanhar os próximos leilões do Tesouro e os desdobramentos eleitorais para calibrar suas decisões.

“Os juros futuros recuaram na terça-feira (8), com as pesquisas eleitorais no Brasil ditando o humor dos investidores. Entenda o movimento e o impacto no mercado.”
Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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