# Juros futuros perdem força com Treasuries e eleição

> Os juros futuros brasileiros recuaram em quase todos os vencimentos nesta quinta-feira (3), com Treasuries moderados e cenário eleitoral. O DI para janeiro de 2029 caiu a 13,885%. A queda reflete ajuste de expectativas após movimentos recentes, sem alteração estrutural na curva de juros.

*Viva Capital · Economia · 04 de setembro de 2026 · Henrique Salomão*

Os juros futuros recuaram em quase todos os vencimentos nesta quinta-feira (3), com Treasuries moderados e cenário eleitoral. DI para janeiro de 2029 caiu a 13,885%.

Os juros futuros perderam força nesta quinta-feira (3), com a curva recuando em quase todos os vencimentos. O movimento acompanhou a moderação dos Treasuries durante a maior parte do pregão e os reflexos positivos do quadro eleitoral. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, encerrou estável, a 13,575%. Já a DI para janeiro de 2029, de médio prazo, caiu 6,5 pontos-base, para 13,885%, ante 13,950% do fechamento anterior. No longo prazo, a DI para janeiro de 2036 cedeu 3,5 pontos-base, terminando a 14,285%, contra 14,320% da última quinta-feira (20).

Nos Estados Unidos, o yield do Treasury de dois anos, mais sensível à política monetária, operava a 4,340% por volta de 18h05 (horário de Brasília), ante 4,334% do ajuste anterior. O retorno do título de 10 anos, referência para empréstimos imobiliários e financiamentos, subia para 4,772%, de 4,762% da quarta-feira.

Os investidores seguiram atentos ao cenário eleitoral apertado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na pesquisa Futura divulgada nesta quinta, Lula lidera com 38,7% no principal cenário de primeiro turno, e Flávio aparece com 33,6%. A pesquisa também mostrou manutenção do empate técnico em um eventual segundo turno: Lula recuou de 46,3% para 45,6% entre junho e julho, e Flávio caiu de 46,2% para 45,2%.

Os Treasuries fecharam perto da estabilidade após falas do diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller. Ele afirmou que, se os próximos dados confirmarem queda nas pressões inflacionárias, está inclinado a defender a manutenção da taxa de juros na próxima reunião. "Minha decisão sobre a postura adequada da política monetária será fortemente influenciada pelo que soubermos sobre a inflação de agosto", disse Waller em discurso preparado para o Reuters NEXT Newsmaker, em Washington. Na ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de alta dos juros pelo Fed em setembro caiu de cerca de 63% na quarta para 50,4%. Amanhã, o mercado monitora o payroll, principal dado do mercado de trabalho dos EUA acompanhado pelo Fed.

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