A curva de juros futuros ganhou força nesta quarta-feira (9), pressionada pelo petróleo e pelos Treasuries. O cenário doméstico também pesou. A taxa do DI para janeiro de 2027 encerrou a 13,580%, ante 13,571% do fechamento anterior. A de 2029 subiu a 13,865%, de 13,705%. A DI para 2031 avançou a 14,095%, de 13,902%.
O petróleo Brent para novembro fechou com alta de mais de 3%, a US$ 101,21 o barril, maior patamar desde julho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que reduz o PIS/Cofins sobre a gasolina em R$ 0,63 por litro e corta R$ 0,19 do etanol, zerando a tributação. Também assinou MP que prevê subvenção adicional de R$ 1 por litro de diesel.
Segundo Andréa Angelo, da Warren Investimentos, a medida deve tirar 0,15 ponto porcentual do IPCA de setembro. Eduardo Cohn, da Heritage Capital, diz que melhora a inflação de curto prazo, mas piora a de longo prazo. Um trader, em caráter reservado, classificou a medida como "ruim por todos os lados".
Nos EUA, o yield do Treasury de 2 anos operava a 4,436%, e o de 10 anos a 4,845%. O Tesouro americano prevê recompra de US$ 6 bilhões em papéis de 10 a 20 anos. Flávio Serrano, do banco Bmg, afirma que o exterior amplifica a correção no mercado de juros.